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Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro detido vai ser repatriado para Portugal
Luxemburgo 27.11.2019

Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro detido vai ser repatriado para Portugal

Centro de retenção do Findel.

Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro detido vai ser repatriado para Portugal

Centro de retenção do Findel.
Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 27.11.2019

Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro detido vai ser repatriado para Portugal

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O trabalhador não vai para o país de origem, Brasil, mas para Portugal, onde está a pagar casa e onde tem a família.

O cidadão brasileiro detido no âmbito da investigação levada a cabo pela Inspeção de Trabalho e das Minas (ITM) e pela Polícia grã-ducal às condições de trabalho num hotel de Vianden e em dois restaurantes em Ingeldorf vai ser repatriado para Portugal. Falta apenas conhecer a data do regresso.

A confirmação foi feita à Rádio Latina pelo vice-presidente do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), António Valente, que está a acompanhar o processo deste cidadão brasileiro.


Trabalhadores recrutados em Portugal denunciam escravatura moderna em Vianden
A Rádio Latina iniciou, há cerca de um mês, uma investigação sobre trabalhadores recrutados em Portugal que se queixam de escravatura moderna num hotel e restaurantes da zona norte do país, mais concretamente, em Vianden e Ingeldorf.

"O trabalhador vai ser repatriado para Portugal, escoltado por dois polícias até ao aeroporto do Porto, onde vai ser entregue ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)", garante António Valente.

Na investigação jornalística da Rádio Latina sobre este caso de escravatura moderna, o dirigente do CLAE confirmou que o trabalhador estava em situação ilegal e que tem família em Portugal.

Fica para já descartado o regresso ao país de origem, Brasil. O trabalhador ainda está detido no centro de retenção do Findel, faltando apenas conhecer a data do regresso a Portugal.

Recorde-se que os trabalhadores portugueses e brasileiros recrutados pelo grupo hoteleiro queixam-se de horas excessivas de trabalho, falta de contratos e de segurança social, condições precárias de habitação no sótão do hotel ou salários em atraso.


Exploração laboral em Vianden. ASTI acusa Inspeção do Trabalho
"A ITM não faz o seu trabalho", diz o porta-voz da ASTI, Sérgio Ferreira.

A Associação de Apoio aos Trabalhadores Emigrantes (ASTI) condenou, esta segunda-feira aos microfones da Rádio Latina, este tipo de práticas levadas a cabo pelo grupo hoteleiro de Vianden e acusa também a ITM de não estar a fazer o seu trabalho de prevenção e fiscalização de casos de exploração laboral e escravatura moderna.


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