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Escolas. Sindicatos queriam que governo tivesse ido mais longe
Luxemburgo 2 min. 08.09.2020 Do nosso arquivo online

Escolas. Sindicatos queriam que governo tivesse ido mais longe

Escolas. Sindicatos queriam que governo tivesse ido mais longe

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 08.09.2020 Do nosso arquivo online

Escolas. Sindicatos queriam que governo tivesse ido mais longe

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Apesar de acolherem o plano do Ministério da Educação para o regresso às aulas, há questões que continuam a preocupar as estruturas educativas.

O plano de contingência do Ministério da Educação, para o ano letivo 2020/2021, tem, na sua generalidade, um acolhimento positivo por parte das estruturas sindicais de ensino. Mas há questões que continuam a preocupar.

O transporte escolar, nomeadamente o autocarro, é uma delas, e foi manifestada pelo SNE/CGFP, numa reunião por videoconferência com o ministério, cujas conclusões foram publicadas num comunicado, a 4 de setembro.


Rentrée escolar. Liceus podem escolher ter aulas em alternância
O ministro da Educação disse que o número de alunos por turma pode atingir os 29 no ensino secundário, daí os liceus "estarem autorizados a organizar aulas em alternância".

Nesse aspeto, a tutela remete a resposta para as restrições à capacidade imposta aos transportes públicos, que diminuem a sua lotação para garantir o distanciamento.

Outra das preocupações manifestada, desta vez em declarações ao L'Essentiel, pelo presidente do SNE/CGFP (fundamental), Patrick Remakel, prende-se com as salas de aulas, cujo tamanho pode não permitir a distância entre alunos e cujas condições podem impossibilitar uma correta ventilação do espaço.

Face a isso, o dirigente defende que deviam ter sido considerados os dispositivos móveis e o desfasamento das aulas. Por outro lado, e a pensar já no outono e na convergência, no mesmo período, da covid-19 com a gripe sazonal, Remakel sustenta que devia ser feita a medição sistemática da temperatura dos alunos e professores à entrada da escola.


Licença por motivos familiares possível em caso de quarentena
Durante os quatro meses do confinamento, os pais puderam cuidar dos filhos através do sistema excecional. Com o regresso às aulas, o modelo criado para o período de confinamento já não se aplica mas há exceções para os casos de quarentena.

No entanto, essa hipótese está para já excluída, pelo menos como medida obrigatória, pelo Ministério da Educação. Deverão ser os pais a fazer essa monitorização, mantendo os filhos em casa se eles apresentarem algum sintoma.  

 Jules Barthel, vice-presidente do SEW/OGBL (secundário) também considera de difícil aplicação a medição regular da temperatura à entrada das escolas, afirmando, ao L'Essentiel, que para cada 1.500 alunos isso implicaria que tivessem "de chegar 30 minutos mais cedo".

O facto de serem os liceus a decidir o uso de máscara também não reúne consenso, já que para a Feduse (secundário), ela deveria ser obrigatória para os alunos com mais de 13 anos. “Está provado que os adolescentes são infetados e transmitem o vírus”, declarou ao Contacto Raoul Scholtes, presidente desta secção de ensino da CGFP, acrescentando que "em muitas salas das escolas do país não poderá ser respeitada a distância física de dois metros entre as cadeiras dos alunos, pois não há espaço suficiente com as turmas completas”.

O novo ano letivo começa a 15 de setembro para cerca de 150 mil alunos, com idades a partir dos seis anos de idade, do ensino fundamental ao secundário.


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O ano letivo de 2019/2020 começa a partir de 16 de setembro. No entanto, os alunos têm datas diferentes de regresso à escola.