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Erro humano e falha técnica causaram acidente ferroviário de 2017
Luxemburgo 9 2 min. 14.02.2020

Erro humano e falha técnica causaram acidente ferroviário de 2017

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Erro humano e falha técnica causaram acidente ferroviário de 2017

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Photo: Gerry Huberty
Luxemburgo 9 2 min. 14.02.2020

Erro humano e falha técnica causaram acidente ferroviário de 2017

Resultado da investigação de 36 meses à colisão em Dudelange, que fez um morto e dois feridos graves, revela combinação única de fatores.

O grave acidente ferroviário de 2017 que provocou a morte do maquinista e fez dois feridos graves não se deveu a uma única causa. Foi uma combinação de “erro humano, de falhas técnicas e de organização”, revela o relatório ontem divulgado sobre esta colisão frontal na linha férrea 6, em Dudelange.

Este foi um acidente que tinha uma “baixa probabilidade de acontecer”, declarou Paul Meyers, diretor da Administração da Investigação Técnica, entidade autora do relatório sobre este acidente.

 A junção do erro do maquinista com a falha do sistema e o fator organizacional fez com que “por alguns segundos” e “geograficamente” fosse “apenas possível” a colisão ocorrer “naquele local”, frisou este responsável citado pelo Wort. Uma coisa é certa: a colisão “não foi um ato deliberado do maquinista”.

As várias causas

"É um todo", resume Paul Meyers esclarecendo que todos estes fatores tiveram a mesma importância no infeliz acontecimento, originado pela junção dos três.

Comecemos pelo maquinista que faleceu na colisão. A investigação que durou 36 meses apurou que o houve, de facto, “um erro humano”. 

Ou o maquinista estava a aceder à aplicação WhatsApp no seu telemóvel privado no momento do perigo, ou viu-se incapaz de reagir corretamente aquando da sinalização de perigo e reduziu a velocidade.

 Meyers vinca que os dados investigados a partir aplicação telefónica “não conseguem determinar” a altura em que ocorreu uma conversa durante aquela viagem ou “se o acidente terminou uma conversa". Também a “posição do sol” na altura do acidente poderá ter “por segundos” encadeado a visão do condutor do comboio que provocou o acidente.

Por outro lado, "uma única falha técnica desempenhou um papel" no acidente: um mau funcionamento que foi "aleatoriamente repetitivo e limitado no tempo", vinca o responsável pelo relatório citado pelo Wort.

 Uma falha que é causada em particular por uma série de medidas de organização dos LFCs, justifica Meyers, tais como a falta de comunicação sistemática de erros do sistema Memor II+ por outros condutores, ou a falta de um procedimento claro para a manutenção dos componentes do sistema de segurança em terra.

 Novas recomendações

Os resultados da investigação surgem dois dias depois do tribunal arquivar o processo do acidente sem encontrar responsáveis diretos, e lançam o alerta para a mudança de alguns hábitos e novas recomendações. Para evitar outras colisões como a de fevereiro de 2017.

Photo: Gerry Huberty

 Para a equipa de Meyers, é preciso sensibilizar os maquinistas para não utilizarem os seus telemóveis privados durante a condução dos comboios e passar a existirem alertas sobre o mau funcionamento dos sistemas. Esta entidade recomenda ainda a colocação de uma câmara na parte da frente do comboio para registar todo o percurso do comboio. 

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