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Ensino secundário: Testes substituídos por trabalhos nas aulas
Luxemburgo 3 min. 14.05.2020 Do nosso arquivo online

Ensino secundário: Testes substituídos por trabalhos nas aulas

Ensino secundário: Testes substituídos por trabalhos nas aulas

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 3 min. 14.05.2020 Do nosso arquivo online

Ensino secundário: Testes substituídos por trabalhos nas aulas

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Até ao final do ano letivo, a avaliação será feita nas aulas. Há ainda uma prova extra, opcional, para que a nota má de um teste anterior não conte para a média. As explicações do Ministério da Educação e as propostas da FNP.

Os pais e os alunos do secundário estão confusos sobre o novo método de avaliação neste regresso às aulas para compensar as notas menos boas que os estudantes tiraram, mas que não tiveram ainda oportunidade de melhorar devido ao confinamento.

O alerta é dado pela Federação Nacional dos Pais do Luxemburgo (FNA) numa carta aberta ao Ministro da Educação onde também menciona a falta de tempo que os pais das crianças do ensino fundamental têm tido para ajustar os seus horários de trabalho com os horários escolares dos filhos, que vão regressar às aulas a 25 de maio. O Ministério da Educação esclareceu ao Contacto as dúvidas que persistem.


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Como afirma a FNA o Ministério da Educação decidiu ser justo “dar oportunidade aos alunos do ensino secundário de realizar um teste opcional extra para que a nota má que tinham tirado não seja incluída no cálculo da média”, do ano. A dúvida dos pais e destes alunos que regressaram à escola, a 18 de maio, prende-se com o número de testes que os alunos têm de ter já realizado antes do confinamento para que seja possível fazer esta avaliação extra. Dois ou três? “É necessário dois testes para garantir que a nota mais baixa não é tida em conta”, declara ao Contacto o Ministério da Educação.

Testes substituídos por trabalhos

Até ao final do ano letivo, e à exceção das disciplinas de matemática, línguas e das cadeiras de especialização, os testes de avaliação são substituídos por trabalhos ou projetos realizados nas salas de aula.

“No liceu (7º-2º) nas disicplinas de línguas, matemáticas, assim como nos anos superiores, nas disciplinas de especialização das diferentes seções, em príncipio haverá dois testes por disciplina, à exceção naquelas disciplinas onde o programa prevê apenas a realização de um teste". 

Nas restantes disciplinas, os alunos irão rever com os professores os trabalhos realizados durante o confinamento e terão a possibilidade de os melhorar. Estes trabalhos serão avaliados com uma nota numérica e nestas disciplinas concretas não se realizarão novos trabalhos nas aulas”, adianta fonte do ministério.


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Desigualdades na aprendizagem

Defendendo que o confinamento e a ‘homeschooling’ acentuou as desigualdades na aprendizagem a Federação Nacional de Pais questiona o Governo se nas escolas secundárias será disponibilizado apoio a estes alunos “para superar as deficiências e restabelecer alguma justiça”.  

Neste sentido, a FNP pede ao ministério da Educação para que durante os meses de verão “mantenha a funcionar o www.schouldoheem.lu para permitir aos estudantes do básico e secundário” que tenham tido mais dificuldades de aprendizagem durante o confinamento por situações várias possam assim equiparar-se aos demais estudantes quando iniciarem o próximo ano letivo. “Somos também favoráveis à criação de cursos de melhoramento gratuitos durante o verão, com o mesmo objetivo”, sugere a FNP na sua carta aberta.


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Dificuldades nos horários

O ensino fundamental as aulas começam dia 25 de maio e as classes vão ser divididas em dois grupos como medida de proteção contra contágio da covid-19. 

Contudo, segundo a Federação Nacional dos Pais, tem havido atrasos nas informações aos pais sobre em que grupo estão as crianças de modo a que os progenitores possam organizar os seus horários de trabalho junto com os seus empregadores compatíveis com os dos filhos. 

“O sistema de alternância e as medidas de proteção colocadas em prática são complexos”, admite o ministério da Educação, acrescentando que todos os atores envolvidos estão a fazer grandes esforços para organizar tudo tendo em conta o interesse dos alunos”. Fonte do ministério garante que as informações “são comunicadas aos pais dos alunos logo que são disponíveis e que as modalidades são decididas em conjunto com os parceiros implicados”.


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Protesto da FNA

Contudo, neste ponto a FNP lamenta mais uma vez não ter sido “incluída nos grupos de trabalho ministeriais e interministeriais que foram incumbidos das tarefas de propor medidas para o reinício do sistema escolar” com a pandemia da Covid19. Como vincam na sua carta aberta “isso teria permitido fazer ouvir melhor a voz dos pais, escutar as suas dúvidas, mas sobretudo, as suas ideias e propostas, num verdadeiro espírito de parceria entre as escolas e os pais, professores e autoridades estatais”.

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