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Ensino integrado: “Governo do Luxemburgo foge às responsabilidades”, acusa deputado
Luxemburgo 2 min. 01.03.2017 Do nosso arquivo online

Ensino integrado: “Governo do Luxemburgo foge às responsabilidades”, acusa deputado

Carlos Gonçalves defende que o interlocutor de Portugal sobre o ensino integrado é o Estado luxemburguês e não a autarquia de Esch-sur-Alzette

Ensino integrado: “Governo do Luxemburgo foge às responsabilidades”, acusa deputado

Carlos Gonçalves defende que o interlocutor de Portugal sobre o ensino integrado é o Estado luxemburguês e não a autarquia de Esch-sur-Alzette
Foto: Manuel Dias
Luxemburgo 2 min. 01.03.2017 Do nosso arquivo online

Ensino integrado: “Governo do Luxemburgo foge às responsabilidades”, acusa deputado

O deputado Carlos Gonçalves acusa o Governo luxemburguês de fugir às responsabilidades no fim dos cursos integrados. O social-democrata aponta também o dedo ao Governo português por não responder às “graves acusações” feitas aos professores portugueses.

O deputado Carlos Gonçalves acusa o Governo luxemburguês de fugir às responsabilidades no fim dos cursos integrados. O social-democrata aponta também o dedo ao Governo português por não responder às “graves acusações” feitas aos professores portugueses.

Meses após a Comissão Escolar de Esch-sur-Alzette ter decidido pôr fim aos cursos integrados de português a partir do próximo ano, o deputado Carlos Gonçalves questiona a desresponsabilização do Ministério da Educação luxemburguês.

“Tenho algumas dificuldades, vendo de fora, que o ministro de Educação do Luxemburgo entenda que esta matéria, lá por ter acontecido numa câmara municipal, não seja uma questão política que ele também deva assumir. Portugal relaciona-se com o Luxemburgo de Estado para Estado e, portanto, o interlocutor tem que ser o Governo luxemburguês. Esta fuga à responsabilidade preocupa-me”, desabafou o deputado, em declarações à Rádio Latina.

O ensino integrado de português esteve no centro das discussões nos encontros do deputado eleito pelo círculo da Europa com o cônsul Rui Monteiro, a Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL) e o Sindicato dos Professores no Estrangeiro, além da Associação dos Pais de Alunos de Esch.

Mas as críticas de Carlos Gonçalves não são dirigidas apenas ao Luxemburgo. Depois de a comissão escolar de Esch ter justificado a sua decisão de pôr fim aos cursos integrados por “falta de coordenação entre os docentes luxemburgueses e portugueses”, “matrículas de alunos desatualizadas e falseadas” e “assédio dos professores portugueses aos encarregados de educação para inscreverem os filhos nos cursos integrados”, o deputado social-democrata reclama uma reação de Portugal.

“A Comissão fez algumas acusações graves. Primeiro, aos professores de português; segundo, à nossa embaixada, através do serviço de Coordenação do Ensino. Não percebo porque é que do lado português não houve uma defesa do corpo docente”, criticou.

Em ano de eleições comunais (agendadas para 8 de outubro), Carlos Gonçalves diz que a decisão da Comissão Escolar pode ser entendida como uma tentativa “populista” para conquistar votos dos eleitores mais conservadores.

“As autoridades locais de Esch-sur-Alzette tomaram esta decisão que desconsidera a comunidade portuguesa que reside naquela comunidade. Eventualmente, como a nossa comunidade não participará tanto como poderia face ao número de portugueses que ali reside, certamente que há uma tentativa de algum populismo local para serem beneficiados no programa eleitoral”, defende.

A pensar na fase de inscrição dos alunos para o ensino de português para o próximo ano letivo, que arranca já em março, o deputado do PSD disse que está “preocupado”.

Delegações de Portugal e do Luxemburgo reúnem-se na próxima sexta-feira em Lisboa para tentar encontrar uma solução para o encerramento dos cursos integrados em Esch-sur-Alzette, que afeta 550 alunos. Este é o terceiro encontro entre as delegações dos dois países.

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