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Ensino integrado acabou mesmo: Esch/Alzette opta por ensino complementar de português
Luxemburgo 16.03.2017

Ensino integrado acabou mesmo: Esch/Alzette opta por ensino complementar de português

O embaixador de Portugal no Luxemburgo, Carlos Pereira Marques

Ensino integrado acabou mesmo: Esch/Alzette opta por ensino complementar de português

O embaixador de Portugal no Luxemburgo, Carlos Pereira Marques
Foto: Manuel Dias
Luxemburgo 16.03.2017

Ensino integrado acabou mesmo: Esch/Alzette opta por ensino complementar de português

A Comissão Escolar de Esch-sur-Alzette não recuou na decisão de acabar com o ensino integrado em português, mas o ensino em língua portuguesa nas escolas daquela comuna vai ser feito em regime complementar, confirmou o embaixador de Portugal no Luxemburgo à Rádio Latina.

A Comissão Escolar de Esch-sur-Alzette não recuou na decisão de acabar com o ensino integrado em português, mas o ensino em língua portuguesa nas escolas daquela comuna vai ser feito em regime complementar, confirmou o embaixador de Portugal no Luxemburgo à Rádio Latina.

O sistema, que arranca já no próximo ano letivo, resulta do novo acordo obtido entre Portugal e Luxemburgo e cujo memorando de entendimento deve ser assinado no próximo mês de abril, aquando da visita do primeiro-ministro, António Costa, ao Grão-Ducado.

“A informação que recebemos foi que efetivamente a comissão escolar de Esch reuniu ontem e que teria sido tomada uma decisão no sentido de, a partir do próximo ano letivo, haver uma opção pelo sistema alternativo - chamado sistema de ensino complementar de português - que foi acordado na reunião do passado dia 3, em Lisboa”, disse, à Rádio Latina, Carlos Pereira Marques, Embaixador de Portugal no Luxemburgo.

O ensino complementar de português vai ser certificado pelo Ministério da Educação do Luxemburgo.

A novidade é a introdução dos cursos de apoio escolar em português, fora do horário escolar, em articulação com as escolas luxemburguesas. As autarquias vão continuar a ter a última palavra sobre estes cursos.

“Serão aulas de português e em português, que terão lugar nas salas das escolas frequentadas pelos alunos e num horário pós-letivo e imediatamente a seguir ao normal período escolar”, referiu o diplomata português.

“Essas aulas terão preferencialmente lugar às terças e quintas, os dias em que os alunos acabam a escola mais cedo, e serão também devidamente certificadas. Ou seja, os alunos serão avaliados e essas notas constarão no boletim escolar”, explicou ainda Carlos Pereira Marques, sublinhando que o futuro ensino complementar de português é “bem distinto” do atual regime paralelo.

O ensino integrado em português em Esch é atualmente seguido por cerca de 550 alunos.

Após três anos de negociações e muita polémica, o acordo sobre o futuro do ensino de português no Luxemburgo vai ser assinado durante a visita do primeiro-ministro António Costa ao Grão-Ducado, prevista para início de abril.

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