Ensino doméstico: Há setenta alunos no Luxemburgo que não aprendem na escola
Ensino doméstico: Há setenta alunos no Luxemburgo que não aprendem na escola
O Luxemburgo tem setenta alunos que não vão às escolas secundárias públicas do país, mas continuam a aprender em casa através do chamado ensino doméstico.
Esta forma de ensino, legalizada em vários países do mundo - entre os quais Portugal e a Bélgica-, é aquela que é lecionada no domicílio do aluno, por um familiar ou por pessoa que com ele habite, em oposição ao ensino numa escola pública, privada ou cooperativa.
No Luxemburgo, o ensino doméstico tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos. No último ano letivo, 56 crianças e jovens estudavam no seu domicílio contra os 37 no ano curricular anterior (2014/2015).
O aumento torna-se ainda mais significativo na comparação com 2011, ano no qual só eram conhecidos 18 alunos domésticos.
Dos atuais setenta alunos, dois mantêm uma ligação ao programa curricular do ensino secundário.
Estes dados foram divulgados hoje pelo Ministro da Educação, Claude Meisch, numa resposta parlamentar ao deputado ecologista Claude Adam.
O ministro confirma que “o Luxemburgo não tem regulamentação específica de enquadramento e de controlo”, neste tipo de ensino para os alunos do secundário.
E, por isso, Claude Meisch sublinhou a vontade do Governo de colmatar essa lacuna. Para tal, o ministro revelou que já foi elaborado um grupo de trabalho que, em breve, deverá apresentar uma proposta legislativa sobre a matéria ao Parlamento.
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