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Empresas oferecem testes covid-19 para "tranquilizar"
Luxemburgo 2 min. 25.09.2020

Empresas oferecem testes covid-19 para "tranquilizar"

Empresas oferecem testes covid-19 para "tranquilizar"

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 25.09.2020

Empresas oferecem testes covid-19 para "tranquilizar"

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Cada vez mais empresas oferecem testes para seus funcionários.

"Todos os dias recebemos pedidos de testes e recusamos", diz Christiane Schmitt, bióloga do Laboratoires Reunis ao L'Essentiel. A afirmação pode parecer estranha, em tempo de pandemia da covid-19, mas tem uma explicação. Os pedidos vêm sobretudo de grandes empresas que, para tranquilizar a equipa depois de regresso de férias, ou em caso de ter havido resultados dos testes positivos na empresa ou apenas como precaução, compram testes covid-19 para todos os funcionários. 

A segunda fase dos testes em larga escala já começou mas, mesmo assim, as empresas estão dispostas a pagar mais para poderem testar os seus trabalhadores, só para ficarem descansados. Um teste custa cerca de 58 euros. 

"Muitas empresas compram testes para tranquilizar os funcionários. Alguns gostariam de fazer exames uma vez por semana" confirma ao mesmo jornal Tom Baumert, diretor de empreendedorismo da Câmara de Comércio.

Caroline Scheiber, chefe de microbiologia do laboratório Ketterthill deixa bem claro que, em primeiro lugar, estão as emergências médicas. "Há uma oferta excecional do Governo em vigor. Primeiro, pedimos às empresas para ver o que está organizado para o seu setor. Depois, é caso a caso". Sobretudo, há que evitar "que algumas pessoas achem mais fácil testar a cada dois dias do que tomar cuidado", afirmou. 

Testes às cegas  

A ministra da Saúde Paulette Lenert disse, em conferência de imprensa, que "não vale a pena insistir em testes às cegas"

A segunda fase de testes em larga escala que já está em vigor terá várias missões. Uma delas consiste em testar as pessoas vulneráveis e que estão mais expostas ao vírus, como por exemplo os profissionais de saúde, os trabalhadores da hotelaria e restaurantes, os agentes da polícia, alunos do secundário ou ainda pessoas que trabalham nos aviões.

Outro dos objetivos é continuar a testar quem entra no país. Neste momento, o teste de diagnóstico já é proposto aos passageiros que aterram no aeroporto do Findel, e no futuro, será também oferecido aos viajantes na gare central do Luxemburgo.

As modalidades para poder fazer o teste são idênticas àquelas da primeira fase, ou seja o convite será enviado para casa, e a pessoa tem duas semanas para se inscrever e dirigir-se a um dos laboratórios.  

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