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Empresa Luxpromotec: Nova falência deixa 24 portugueses no desemprego
Luxemburgo 2 min. 16.06.2015

Empresa Luxpromotec: Nova falência deixa 24 portugueses no desemprego

Para um dos 24 trabalhadores portugueses da Luxpromotec, esta é a segunda falência em quatro anos

Empresa Luxpromotec: Nova falência deixa 24 portugueses no desemprego

Para um dos 24 trabalhadores portugueses da Luxpromotec, esta é a segunda falência em quatro anos
Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 2 min. 16.06.2015

Empresa Luxpromotec: Nova falência deixa 24 portugueses no desemprego

A notícia apanhou os trabalhadores de surpresa. “Foi o sindicato que nos ligou, souberam primeiro que nós”, conta ao CONTACTO António Fernandes, um dos 24 portugueses ao serviço da empresa de construção Luxpromotec, com sede em Lorentzweiler. Dos 25 trabalhadores, só um não é português.

A notícia apanhou os trabalhadores de surpresa. “Foi o sindicato que nos ligou, souberam primeiro que nós”, conta ao CONTACTO António Fernandes, um dos 24 portugueses ao serviço da empresa de construção Luxpromotec, com sede em Lorentzweiler. Dos 25 trabalhadores, só um não é português.

O Tribunal do Luxemburgo decretou a falência da empresa na quarta-feira, mas o patrão, um empresário português, “nem apareceu nem disse nada”, queixa-se António Fernandes. O imigrante português está no Luxemburgo há apenas cinco anos mas já passou por outra falência em 2011. Nessa altura, o encerramento da Soccimo deixou 420 portugueses no desemprego.

A falência da Luxpromotec foi decretada na quarta-feira, mas dois dias depois os operários continuavam a trabalhar, violando a legislação laboral.

“O chefe de obras disse-nos que não havia problema nenhum e que nos pagavam estes dias por fora”, conta ao CONTACTO António Fernandes, de 49 anos. “Eles queriam que nós também trabalhássemos no sábado, mas o pessoal não aceitou”, diz o imigrante português, que tem uma filha com três anos.

Para Liliana Bento, do sindicato LCGB, a situação “é inaceitável”. “Se há um acidente de trabalho ou durante o trajecto, os trabalhadores não estão protegidos”, diz a sindicalista, para quem o caso mostra que “há falta de informação dos trabalhadores e de fiscalização da Inspecção do Trabalho (ITM)”.

As dificuldades da Luxpromotec não são de agora. “Chegámos a ter lá pessoal com salários de quatro meses em atraso, e mandaram-nos embora, não lhes chegaram a pagar”, conta António Fernandes, que trabalha há dois anos na empresa.

O actual proprietário comprou a firma há apenas três meses e herdou os problemas financeiros que terão levado agora a empresa à falência. "O novo proprietário prometeu que ia endireitar as coisas, mas afinal, nada”, lamenta António, que diz que o dono já tem planos para abrir uma nova empresa. "O patrão já tem uma nova empresa e já nos disseram que podemos continuar a trabalhar lá", disse António Fernandes ao CONTACTO. 

A empresa cessou finalmente actividade na sexta-feira à tarde. Nesse dia, os trabalhadores receberam "os papéis" para pedirem a declaração de créditos à massa falida. Por pagar ficaram os salários de Maio e Junho, mas o patrão terá pago à maioria dos trabalhadores as horas que trabalharam depois da falência, diz António.

"Os outros [trabalhadores] receberam [as horas extraordinárias], e ele disse-me que mas pagava". 

O jornal tentou ouvir o proprietário da Luxpromotec, mas o telefone da empresa está desligado.

Paula Telo Alves

* Alterado às 19h25. Acrescenta informação sobre pagamento de horas extraordinárias. 


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