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Emprego atinge nível pré-crise no Luxemburgo
Luxemburgo 30.10.2020

Emprego atinge nível pré-crise no Luxemburgo

Emprego atinge nível pré-crise no Luxemburgo

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 30.10.2020

Emprego atinge nível pré-crise no Luxemburgo

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Com esta evolução, o Statec refere que o Luxemburgo "distinguiu-se positivamente de outros países da zona euro".

O emprego atingiu em setembro o nível antes da crise pandémica, refere o Instituto Nacional de Estatística (Statec) no seu último 'Flash Conjuntura'. 

No entanto, há alguns indicadores de mercado que ainda não fizeram a retoma.

Segundo as previsões do Statec, o emprego retomou o seu nível pré-crise tanto para os trabalhadores por conta de outrem como para os independentes e de igual forma para residente os transfronteiriços.

No entanto há diferenças quanto aos setores. Os mais afetados pela pandemia são os ramos de hotelaria e restauração, comércio, indústria, transportes, serviços e setor do trabalho temporário, com uma perda de cerca de três mil postos de emprego entre fevereiro e setembro de 2020 (-1,5%).

Por outro lado, no mesmo período, houve a criação de mais outros três mil empregos (+1,6%) nos setores de ação social, educação, administração pública, construção, setor financeiro e tecnologias de informação e comunicação.

Com esta evolução, o Statec refere que o Luxemburgo "distinguiu-se positivamente de outros países da zona euro".

Quanto a outros indicadores, a taxa de trabalhadores temporários (que estiveram entre os primeiros a perder o emprego) estava em julho 13% abaixo do nível pré-crise, apesar da retoma na construção (o setor que emprega mais trabalhadores temporários).

O desemprego parcial, que afetou 150 mil trabalhadores em abril (34% dos empregos por conta de outrem) diminuiu para 25 mil em setembro e outubro (5% dos empregos), mas ainda assim longe das 1.000 pessoas antes da crise pandémica.

Já sobre o quarto trimestre do ano, as previsões do Statec indicam "alguns sinais inquietantes", depois do ligeiro abrandamento do emprego depois do verão, sobretudo ligado ao emprego público (fim dos contratos relacionados com a retoma das aulas em alternância de turmas). 

Nos últimos três meses as novas ofertas de emprego estabilizaram a um nível abaixo das 500 unidades antes das pré-crise, enquanto há cada vez mais pessoas inscritas no fundo de desemprego.  

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