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Em entrevista à CNN: Burgomestre de Schengen defende fronteiras abertas na Europa
Luxemburgo 28.01.2016 Do nosso arquivo online

Em entrevista à CNN: Burgomestre de Schengen defende fronteiras abertas na Europa

Em entrevista à CNN: Burgomestre de Schengen defende fronteiras abertas na Europa

Screenshot da entrevista
Luxemburgo 28.01.2016 Do nosso arquivo online

Em entrevista à CNN: Burgomestre de Schengen defende fronteiras abertas na Europa

Não é todos os dias que um burgomestre luxemburguês é entrevistado pela CNN. Com a actual ameaça de suspender a livre circulação no espaçou europeu, o burgomestre de Schengen defendeu as fronteiras abertas.

Não é todos os dias que um burgomestre luxemburguês é entrevistado pela CNN. Com a actual ameaça de suspender a livre circulação no espaçou europeu, o burgomestre de Schengen defendeu as fronteiras abertas.

A crise dos refugiados tem gerado discussões em Bruxelas sobre a manutenção do espaço Schengen, que permite a livre circulação dentro do espaço europeu.

Actualmente, seis países reintroduziram os controlos fronteiriços em resposta ao crescente número de migrantes.

Durante a entrevista, a partir da localidade que faz fronteira com a Alemanha e a França, o burgomestre de Schengen, Ben Homan, defendeu que a Europa deve manter a sua política de fronteiras abertas, mesmo durante a crise migratória.

A suspensão do acordo assinado em 1985, em Schengen, "não deve e não pode ser possível", respondeu Ben Homan à jornalista da CNN Christiane Amanpour.

"Devemos fazer todo o possível para conservar este espaço Schengen, porque é algo extraordinário que fizemos", acrescentou.

O burgomestre defendeu ainda que o encerramento das fronteiras custaria cerca de 10 mil milhões de euros só à Alemanha, citando números da Câmara de Indústria e Comércio alemã.

Ben Homan disse ainda que essa medida comprometeria o princípio da unidade que presidiu à criação da União Europeia. "Devíamos voltar à nossa força: a nossa unidade. Acho que a solução é tentar encontrar uma solução compartilhada. Essa foi a nossa força no passado. Não podemos deixar que os países que estão nas fronteiras do espaço Schengen lidem sozinhos com os problemas", concluiu.

Veja aqui a entrevista na íntegra.


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