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Eleições sociais. Resultados parciais confirmam liderança da OGBL
Luxemburgo 14.03.2019

Eleições sociais. Resultados parciais confirmam liderança da OGBL

Eleições sociais. Resultados parciais confirmam liderança da OGBL

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 14.03.2019

Eleições sociais. Resultados parciais confirmam liderança da OGBL

Os resultados definitivos deverão ser conhecidos até final do mês.

Mais de meio milhão de trabalhadores e pensionistas foram chamados a eleger, por correspondência, a Câmara dos Assalariados. Os resultados definitivos das eleições sociais de terça-feira só serão conhecidos daqui a cerca de um mês. Mas os resultados parciais confirmam a liderança da central sindical OGBL, seguida da LCGB.

A Rádio Latina falou esta manhã com os líderes dos dois maiores sindicatos do país e, ambos, estão satisfeitos com os resultados provisórios.

O presidente da OGBL, André Roeltgen, espera ultrapassar os 38 assentos na Câmara dos Assalariados.

Também o presidente da LCGB, Patrick Dury, espera melhorar o resultado obtido nas eleições de 2013 que lhe atribuíram 15 mandatos na Câmara dos Assalariados.

Nestas eleições sociais, os trabalhadores das 3.800 empresas com mais de 15 efetivos também elegeram os seus representantes sindicais. A LCGB apresentou 3.750 candidatos e Patrick Dury fala em sucesso, com a eleição, até ao momento, de mais 200 delegados sindicais do que em 2013 (969).

A OGBL tinha 5.120 candidatos e está atualmente perto do número de eleitos de 2013 (1.800 de acordo com os resultados parciais, contra os 1.909 eleitos em 2013)

As eleições sociais são as mais democráticas do país, abrangendo trabalhadores e reformados, luxemburgueses e estrangeiros, residentes e transfronteiriços.

São as mais democráticas mas também as que registam a maior taxa de abstenção, com mais de metade do eleitorado a ignorar o escrutínio. Algo que talvez se explique pelo facto de ser o único ato eleitoral no Luxemburgo sem o voto obrigatório.

A taxa de abstenção das eleições de terça-feira ainda não é conhecida, mas prevê-se que seja elevada, o que o presidente da LCGB lamenta.

André Roeltgen recorda a importância destas eleições através do papel da Câmara dos Assalariados, que é o órgão consultivo do Governo em matéria de direito dos trabalhadores.

Manuela Pereira e Henrique de Burgo


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