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Eleições municipais: Só um quinto dos portugueses vota hoje no Luxemburgo
A votação na assembeia de voto na Gare, na cidade do Luxemburgo.

Eleições municipais: Só um quinto dos portugueses vota hoje no Luxemburgo

Foto: Laurent Blum
A votação na assembeia de voto na Gare, na cidade do Luxemburgo.
Luxemburgo 2 min. 08.10.2017

Eleições municipais: Só um quinto dos portugueses vota hoje no Luxemburgo

Os portugueses que vivem no Luxemburgo há mais de cinco anos têm direito de voto nas eleições municipais que se disputam este domingo no país, mas só cerca de um quinto se recensearam.

Os portugueses que vivem no Luxemburgo há mais de cinco anos têm direito de voto nas eleições municipais que se disputam este domingo no país, mas só cerca de um quinto se recensearam. O número de portugueses inscritos para votar não vai além dos 13.093, deixando de fora 47 mil imigrantes que cumpriam os requisitos para participar nestas eleições, segundo dados do Ministério do interior.

Em maio, durante a visita de Estado que fez ao Luxemburgo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou ao recenseamento dos imigrantes, tendo prometido que se houvesse "mais dez mil portugueses inscritos" até à data-limite de 13 de julho voltaria ao Grão-Ducado antes do final do ano.

O resultado do recenseamento ficou muito aquém dessa meta. No último ano, recensearam-se mais 2.366 portugueses, mas devido à mudança de nacionalidade ou saída do país, o saldo nos cadernos eleitorais é de apenas mais 872 portugueses em relação às últimas eleições municipais, em 2011.

A taxa de inscrição dos portugueses (isto é, a percentagem de recenseados em relação ao universo potencial de eleitores) é agora de 21,7%, em linha com a média do total de estrangeiros, que é de 22,8%.

Os portugueses representam 16,4% da população e um terço dos estrangeiros no país, perfazendo quase 38 por cento dos 34.634 eleitores não-nacionais.

Em declarações à Lusa, o porta-voz da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), José Coimbra de Matos, considerou que a campanha de recenseamento deveria ter sido "mais politizada", focando-se "nas questões da educação e no alojamento social".

"Nós conhecemos a população-alvo e estamos conscientes de que a comunidade portuguesa é muito pouco politizada, mas a campanha, da forma como foi feita, foi dirigida para todos em conjunto e para ninguém em particular", considerou o dirigente associativo em 22 de junho, quando foram conhecidos os primeiros resultados do recenseamento.

Com 47,7 por cento de estrangeiros, o Luxemburgo tem sido alvo de críticas por causa da baixa participação política dos não-nacionais.

Num relatório sobre o país divulgado em 21 de junho, a OCDE apontava que poucos imigrantes "votam ou são eleitos", representando "uma fatia crescente e muito significativa da população que não participa no debate político".


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