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Eficácia das vacinas contra a Omicron "não é tão boa quanto poderia ser" admite Lenert
Luxemburgo 2 min. 12.01.2022
Covid-19

Eficácia das vacinas contra a Omicron "não é tão boa quanto poderia ser" admite Lenert

Paulette Lenert.
Covid-19

Eficácia das vacinas contra a Omicron "não é tão boa quanto poderia ser" admite Lenert

Paulette Lenert.
Foto: Alain Piron
Luxemburgo 2 min. 12.01.2022
Covid-19

Eficácia das vacinas contra a Omicron "não é tão boa quanto poderia ser" admite Lenert

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
A ministra da Saúde reconheceu aos deputados que há cada vez mais vacinados infetados devido à nova variante e que espera que uma nova geração de vacinas seja mais eficaz a prevenir o contágio.

A variante Omicron está a levar ao contágio de um número cada vez maior de vacinados e o governo do Luxemburgo espera que a nova geração de vacinas seja mais eficaz contra novas estirpes do vírus SARS-CoV-2.

A ministra da Saúde Paulette Lenert reconheceu esta terça-feira, no Parlamento, durante o debate da votação da nova lei covid, que entrou esta quarta-feira em vigor, que embora as vacinas atuais mantenham "a situação sob controlo", sobretudo nos hospitais e na mortalidade, a sua eficácia contra a Omicron "não é tão boa quanto poderia ser". Há um "efeito menos significativo da vacinação no que diz respeito à contaminação", admitiu a ministra, citada pela RTL. 


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Epidemiologista austríaco questiona a necessidade de se avançar já para a vacinação obrigatória e defende que a nova variante vai aumentar a imunidade coletiva. No Luxemburgo pede-se cautela com a imunidade natural.

Referindo-se aos números mais recentes de novos casos no Luxemburgo, que continuaram a subir nos últimos dias, Paulette Lenert reconheceu aos deputados que "cada vez mais pessoas vacinadas estão a ficar infetadas", e que isso revela que não se obtém "um bom efeito da vacina atual" no que se refere à quebra de infeções. Por isso, a governante espera que a próxima geração de vacinas possa colmatar essa perda de eficácia.

"Estamos todos atentamente à espera da autorização da próxima geração de vacinas que vão cobrir melhor as novas variantes", explicou Paulette Lenert, ressalvando, contudo, que ainda não há uma data precisa para tal acontecer.

EMA garante “elevado nível de proteção” das vacinas aprovadas na UE

Apesar de reconhecer que "estudos recentemente publicados mostram que a eficácia das vacinas contra a doença sintomática é menor para a Omicron do que para outras variantes e tende a diminuir com o tempo”, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) insiste que as vacinas atuais contra a covid-19 aprovadas na União Europeia (UE) - Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen - fornecem “elevado nível de proteção” contra a nova variante.

Essa proteção é de 70% após a toma de duas doses e 90% após uma dose reforço, refere o regulador da UE num comunicado divulgado esta quarta-feira, citado pela Lusa.


OMS prevê que, "a este ritmo" de infeção, mais de 50% dos europeus serão infetados com a Omicron "dentro das próximas seis a oito semanas".
Mais de 50% dos europeus serão infetados pela Omicron em dois meses
OMS prevê que, "a este ritmo" de infeção, mais de 50% dos europeus serão infetados com a Omicron "dentro das próximas seis a oito semanas".

A EMA assinala que estudos recentes “mostram que a vacinação continua a proporcionar um elevado nível de proteção contra doença grave e hospitalização ligadas à variante [de preocupação] Ómicron”.

“As últimas evidências (provas), que incluem dados de eficácia no mundo real, sugerem também que as pessoas que tiveram uma dose de reforço estão mais bem protegidas do que aquelas que apenas receberam o seu curso primário” de vacinação, especifica a Agência Europeia de Medicamentos. 


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