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EDITORIAL: Todos os caminhos vão dar a Wiltz
Editorial Luxemburgo 2 min. 24.05.2017

EDITORIAL: Todos os caminhos vão dar a Wiltz

EDITORIAL: Todos os caminhos vão dar a Wiltz

Foto: Chris Karaba
Editorial Luxemburgo 2 min. 24.05.2017

EDITORIAL: Todos os caminhos vão dar a Wiltz

Mercê de uma vontade conjunta entre os chefes de Estado de Portugal e do Luxemburgo, na quinta-feira todos os caminhos vão dar a Wiltz, uma localidade que é um dos símbolos do que une luxemburgueses e portugueses.

Mercê de uma vontade conjunta entre os chefes de Estado de Portugal e do Luxemburgo, na quinta-feira todos os caminhos vão dar a Wiltz, uma localidade que é um dos símbolos do que une luxemburgueses e portugueses.

No último editorial falava aqui de confluências que tinham criado um momento especial para Portugal. Parece que a triangulação cósmica raiou até ao Grão-Ducado e que o Presidente da República português é o portador desse facho de luz. A comunidade portuguesa do Luxemburgo terá assim também o seu momento especial.

Mercê de uma vontade comum entre chefes de Estado dos dois países, na quinta-feira todos os caminhos vão dar a Wiltz. Caminhos espirituais, sendas de fé, efemérides históricas e os passos despojados dos peregrinos. A pequena localidade do norte do país, que já é todos os anos na Quinta-Feira da Ascensão a Roma(ria) privilegiada dos fiéis portugueses e lusófonos, promete brilhar ainda mais este ano.

Os grão-duques Henri e Maria Teresa querem homenagear a comunidade portuguesa e encontraram na visita de Marcelo Rebelo de Sousa a ocasião perfeita para o fazer. Vão estar assim a acompanhar Marcelo a Wiltz, depois de já há alguns anos não participarem na peregrinação de Nossa Senhora de Fátima. Marcelo, que há muito queria visitar Wiltz, localidade geminada com Celorico de Basto, terra à qual está muito ligado afetivamente, pois são dali naturais seus avós paternos, disse logo que sim. É o que confia o próprio Presidente da República, em entrevista ao Contacto (ver págs. 2-3). Junta-se o útil e o agradável ao simbólico.

Porque não há apenas o facto de Nossa Senhora ser em simultâneo padroeira de Portugal e do Grão-Ducado. Recorde-se que foi graças à grã-duquesa Mariana de Bragança, que teve apenas filhas com o grão-duque Guillaume IV, que hoje a Corte e o país são profundamente católicos. Os chefes de Estado escolheram estar em Wiltz num ano em que se celebra simultaneamente os 50 anos da peregrinação ao norte do Luxemburgo e o centésimo das aparições em Fátima. Para lembrar a todos – portugueses e luxemburgueses – os laços que ligam os dois países, laços de sangue (o grão-duque tem duas bisavós portuguesas), de fé (Fátima), e de apego a uma terra, Wiltz, e por extensão, ao Grão-Ducado.

Wiltz que é por si só um símbolo do que liga luxemburgueses e portugueses, no que transportam de mais íntimo em si, a fé. Um santuário mandado construir por luxemburgueses em 1952, para cumprir uma promessa feita a Nossa Senhora de Fátima em 1945, a que os portugueses vieram, desde o final dos anos 60, a dar uma projeção nacional e internacional (vêm peregrinos de todos os países vizinhos do Grão-Ducado para a peregrinação). Como para mostrar que os portugueses pegaram no testemunho dos luxemburgueses e, tomando-o como seu, o sublimaram. Há melhor forma de mostrar que o que nos une é mais forte e mais profundo do que o que nos separa e diferencia?

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