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EDITORIAL: Até 13 de julho
Editorial Luxemburgo 2 min. 22.03.2017

EDITORIAL: Até 13 de julho

EDITORIAL: Até 13 de julho

Foto: Pierre Matgé
Editorial Luxemburgo 2 min. 22.03.2017

EDITORIAL: Até 13 de julho

Os estrangeiros que residem no Luxemburgo têm o direito de votar nas autárquicas do próximo mês de outubro. Mas, para isso, primeiro têm que inscrever-se nos cadernos eleitorais. Até 13 de julho.

Os estrangeiros que residem no Luxemburgo têm o direito de votar nas autárquicas do próximo mês de outubro. Mas, para isso, primeiro têm que inscrever-se nos cadernos eleitorais. Até 13 de julho.

Até 13 de julho os estrangeiros que residam há mais de cinco anos no Luxemburgo podem inscrever-se nos cadernos eleitorais para poder votar nas eleições comunais (autárquicas) de 8 de outubro. Para se inscreverem é preciso também terem mais de 18 anos e apresentarem-se com um documento de identidade na administração comunal (municipal) da localidade onde residem.

Quando falo à minha volta na importância de participar nas eleições comunais, muitos são os que me perguntam: “Para quê votar?”. Outros replicam: “É o país deles, não quero votar!”. “Deles”, entenda-se “dos luxemburgueses”.

Claro que aceito quem diz que não quer votar, é uma escolha. Mas não entendo.

Não entendo quando me dizem coisas como “o país deles”. Este país também é meu, é nosso. De todos os que estão cá, moram cá, trabalham cá, pagam cá impostos, fazem há anos a riqueza económica e cultural deste país, muito têm contribuído para construir, desenvolver e transformar este pequeno Grão-Ducado e colocá-lo entre os primeiros de muitos rankings. O meu, o nosso futuro será cá, o dos meus, dos nossos filhos, muito provavelmente, também. Então decido, decidimos cá, voto, votamos cá. Para mim, é evidente. Se temos deveres, também devemos ter direitos.

Não entendo, porque dar de barato esse direito é menosprezar a luta que durante anos muitas associações e pessoas travaram para que todos os estrangeiros residentes tivessem esse direito.

Não foi uma batalha fácil. Muitos políticos eram contra, de início. E a opinião pública também. Mas as mentalidades mudaram, felizmente. A “união” ajudou. A CEE transformou-se em UE e a palavra “união” passou a ser a mais importante do acrónimo. A União Europeia fomentou a ideia da Europa dos cidadãos, fez avançar o conceito de cidadão europeu, e o dos direitos do cidadão comunitário. A semente cresceu, deu fruto e no Luxemburgo a possibilidade de os estrangeiros votaram nas eleições locais entrou na lei em 1999.

Não entendo como se pode não querer dar a sua voz a quem nos vai governar localmente já que é a nível local, comunal, que se decidem muitos assuntos no Luxemburgo. A escola e a habitação (incluindo a habitação social) são duas dessas áreas. Os municípios são autónomos a decidir que rumos tomar nesses pelouros, apesar de poderem (mas não terem de) seguir todas diretivas do Governo. Daí a importância de escolhermos que nos vai governar localmente. Há quem decida votar em pessoas, outros preferem confiar em partidos. Outros ainda decidem ser candidatos. Para ser candidato o período de residência no Grão-Ducado é o mesmo do que para votar: cinco anos. O importante é participar. Temos até 13 de julho para dizer que sim, que vamos participar.

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