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Economia portuguesa cresceu 2%, acima do previsto pelo Governo
Luxemburgo 2 min. 14.02.2020

Economia portuguesa cresceu 2%, acima do previsto pelo Governo

Economia portuguesa cresceu 2%, acima do previsto pelo Governo

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 14.02.2020

Economia portuguesa cresceu 2%, acima do previsto pelo Governo

Lusa
Lusa
Os números superam os estimados pelo Governo, OCDE, FMI e Conselho das Finanças Públicas, mas estão em linha com a previsão do Banco de Portugal e da Comissão Europeia.

A economia portuguesa cresceu 2,0% em 2019, uma décima acima do estimado pelo Governo, de acordo com a divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB) hoje feita pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, no quarto trimestre de 2019 o PIB nacional cresceu 2,2% em termos homólogos (comparação com o mesmo período de 2018) e 0,6% em cadeia (relativamente ao terceiro trimestre de 2019).

Os números hoje divulgados pelo INE superam em uma décima os estimados pelo Governo, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Conselho das Finanças Públicas, mas estão em linha com a previsão do Banco de Portugal e da Comissão Europeia.

Os números hoje conhecidos estão 0,4 pontos percentuais abaixo do crescimento registado em 2018 (2,4%), ano em que já se tinha assistido a uma desaceleração da economia portuguesa face a 2017 (crescimento de 3,5%).

De acordo com a nota do INE hoje divulgada, a evolução económica registada no ano passado "resultou do contributo positivo menos intenso da procura interna, refletindo o abrandamento do consumo privado".

"A procura externa líquida apresentou um contributo ligeiramente menos negativo do que em 2018, verificando-se uma desaceleração das exportações e das importações de bens e serviços", adianta ainda a estimativa rápida hoje divulgada pelo instituto de estatísticas.

Já o aumento de 2,2% em termos homólogos registado no quarto trimestre teve o contributo positivo "da procura externa líquida", depois de "ter sido negativo nos trimestres anteriores, observando-se uma aceleração das exportações de bens e serviços e uma desaceleração das importações de bens e serviços".

"A procura interna registou um contributo positivo menor do que o observado no trimestre anterior, verificando-se uma desaceleração do consumo privado e da Formação Bruta de Capital Fixo [rubrica de investimento]", adianta ainda o INE.

Na comparação do quarto trimestre com o comportamento da economia no terceiro trimestre do ano passado (crescimento de 0,6% em cadeia), o INE assinala que o contributo da procura externa líquida "passou de negativo para positivo no quarto trimestre, enquanto o contributo da procura interna foi negativo, após ter sido positivo".

Depois da estimativa rápida conhecida hoje, o INE divulgará os números definitivos em 28 de fevereiro.



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