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Economia luxemburguesa cria 14 mil empregos por ano
Luxemburgo 2 min. 30.09.2019 Do nosso arquivo online

Economia luxemburguesa cria 14 mil empregos por ano

Arbeiter

Economia luxemburguesa cria 14 mil empregos por ano

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Foto: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 30.09.2019 Do nosso arquivo online

Economia luxemburguesa cria 14 mil empregos por ano

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
O emprego entre transfronteiriços é mais dinâmico do que entre os residentes e há setores de atividade onde são maioritários. Saiba quais.

A economia do Grão-Ducado criou um total de 70 mil postos de trabalho nos últimos cinco anos. Contas feitas, dá uma média de 14 mil novos empregos por ano. Metade dos postos de trabalho concentra-se em quatro setores. Assim, as atividades científicas e técnicas, de serviços administrativos e apoio, saúde e ação social, e o setor da construção são os que mais empregos criam.

O panorama foi traçado pelo Governo numa resposta conjunta dos ministérios da Economia, Segurança Social, e Trabalho a uma pergunta parlamentar do LSAP.

De acordo com o documento, a trajetória de crescimento já permitiu que a criação de emprego atingisse, no fim de 2016, níveis pré-crise. No entanto, há sinais de alerta: há um abrandamento desde agosto de 2018. Depois de ter atingido um pico, em que o crescimento de novos postos de trabalho foi de 4,1%, a velocidade de criação de emprego diminuiu para 3,8% no primeiro trimestre de 2019 e deverá chegar aos 3,5% no segundo trimestre.

Em 2019, o trabalho temporário (intérim) mostrou maior dinamismo. O aumento foi de 5,5%, o maior ritmo de crescimento quando comparado com os outros tipos de vínculo laboral: trabalho por conta de outrem, funcionários públicos e trabalho não-assalariado. No entanto, e apesar deste maior ritmo de crescimento entre os trabalhadores temporários, é preciso notar que são ainda uma minoria. Os trabalhadores assalariados representam 85,5% do total do emprego, enquanto os temporários equivalem a 2%. Os restantes repartem-se entre funcionários e trabalhadores não-assalariados.

Saiba em que setores os transfronteiriços são maioritários

Na resposta, os ministérios contabilizam ainda os trabalhadores transfronteiriços e os setores onde estão mais presentes. Entre 468.430 pessoas com trabalho no Grão-Ducado, 202.870 vêm do lado de lá da fronteira. Em cinco anos, aqueles que atravessam a fronteira todos os dias para vir trabalhar no Luxemburgo aumentaram de 41,8%, para 43,3%. A subida deve-se apenas aos transfronteiriços residentes em França.

Há grandes disparidades na forma como os transfronteiriços se distribuem pelos setores de atividade e a lista onde estão em maioria é longa. Na indústria, estes trabalhadores representam 66% do emprego total. São também a maioria no comércio e oficinas (56%), nas atividades de serviços administrativos (56%), na construção (55%), nas indústrias extrativas (54%) e no setor da informação e comunicação (51%). É na agricultura (12%) e na Função Pública (5%) que os transfronteiriços estão menos representados.

O emprego fronteiriço continua a ser mais dinâmico do que o dos residentes: tem aumentado 4% por ano, uma vez e meia mais rápido do que o dos residentes, que cresce a um ritmo de 2,7% ao ano.


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