Escolha as suas informações

E quando o Luxemburgo tiver um milhão de habitantes? "Não será assim tão mau"
Luxemburgo 3 min. 20.09.2019

E quando o Luxemburgo tiver um milhão de habitantes? "Não será assim tão mau"

E quando o Luxemburgo tiver um milhão de habitantes? "Não será assim tão mau"

Luxemburgo 3 min. 20.09.2019

E quando o Luxemburgo tiver um milhão de habitantes? "Não será assim tão mau"

Quem o diz é a ministra Corinne Cahen sobre um estudo sobre o aumento populacional até 2060. A habitação continuará a ser o maior problema.

O Grão-Ducado é o terceiro país mais rico do mundo, segundo dados do Fundo Monetário Internacional, com uma economia em crescimento e com portas abertas ao investimento estrangeiro. Condições bastante sedutoras para que mais pessoas queiram vir investir, trabalhar e viver neste país.

Por outro lado, nos anos 80 neste país viviam 365 mil habitantes, número que aumentou para 602 mil atualmente, segundo dados do Statec, citados pelo Wort.

Um milhão até 2060

Feitas as projeções demográficas e se o ritmo de crescimento económico se mantiver, o Luxemburgo pode atingir o limite simbólico de um milhão de habitantes até 2060. A conclusão é de Muriel Bouchet, autor do estudo ‘Demografia à luxemburguesa’, da Fundation Idea e que foi apresentado no passado dia 17.

Ministra está confiante

Corinne Cahen
Corinne Cahen
Foto: Guy Wolff

Um milhão de pessoas numa área habitável de menos de 2500 quilómetros quadrados? “Se tal vier a acontecer não será uma fatalidade”, desdramatiza a ministra da Família e da Integração, Corinne Cahen, presente na divulgação do estudo.

Para comprovar esta governante dá como exemplo o estado alemão de Sarre, que tem uma área semelhante à do Grão-Ducado e onde vive um milhão de pessoas. “O nível de vida não é assim tão mau”, garante a ministra.

Demografia à Luxemburguesa

Qual o impacto que o crescimento populacional terá na habitação, na mobilidade e no sistema de pensões nos próximos 40 anos? Esta é a pergunta que este estudo ‘Demografia à Luxemburguesa’ quis responder.

Photo: Maurice Fick

A habitação continuará a ser o grande problema, indica desde já o documento.

Para tal tentar resolver o problema equacionaram-se três cenários:

1º Cenário: Um milhão de habitantes até 2060

Mais o aumento de 400 mil trabalhadores fronteiriços, ou seja, um total de 600 mil pessoas que todos os dias passam a fronteira para trabalhar no Luxemburgo.

2º Cenário: Quase dois milhões de habitantes

Mas com limites impostos ao número trabalhadores fronteiriços.

3º Cenário: Fechar as ‘portas’ à imigração

Sem novos imigrantes a população cresceria pouco mais, cerca de 611 mil habitantes, em contrapartida, o número de trabalhadores fronteiriços passaria dos 200 mil atuais para 787 mil.

Habitação: o principal problema

O crescimento e o envelhecimento da população “terão um impacto negativo nas condições de vida do Luxemburgo”, acredita Muriel Bouchet, citado pelo Wort.

 A habitação disponível e adequada serão os maiores problemas que o país irá enfrentar nos próximos 40 anos com o aumento populacional.

Uma das probabilidades é a área residencial ficar ainda mais habitada e os edifícios começarem a crescer em altura.

Photo: Sophie Wiessler

Casas adaptadas às necessidades

Mas os novos edifícios terão de ser adaptados às novas populações, aos jovens e aos idosos.

Para Muriel Bouchet há também que rentabilizar o setor imobiliário de moradias. Está provado que existe capacidade de construção anual de  seis mil a 6500 moradias por ano. Só que só se constroem três mil, o que conduz ao aumento dos preços.

Mais terras para construção

Para a ministra Corinne Cahen a solução para o problema da habitação passa pelo aumento de mais terras para a construção de edifícios, e um papel que cabe também aos municípios. Por outro lado, há que haver uma maior sensibilização dos privados para libertar as suas terras.

A ministra está confiante quanto ao futuro do Luxemburgo e que mesmo com um grande aumento populacional "estaremos longe de um cenário catastrófico".


Notícias relacionadas