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Doenças cardiovasculares são as que mais matam no Luxemburgo

Doenças cardiovasculares são as que mais matam no Luxemburgo

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 09.08.2018

Doenças cardiovasculares são as que mais matam no Luxemburgo

Em 2016 foram responsáveis por 31,8% do total de mortes no país. Dados do ministério da Saúde colocam a seguir o cancro e as doenças do sistema respiratório.

As doenças cardiovasculares continuam a ser a primeira causa de mortalidade no Luxemburgo: de acordo com os dados do ministério da Saúde, em 2016 causaram 1.264 mortos (596 homens e 668 mulheres), representando 31,8% do total de mortes. Trata-se de uma subida de 6,5% por comparação com os dados de 2015, embora numa avaliação de mais longo prazo, relativa aos últimos dez anos, a tendência seja de diminuição (de 36,9 para 31,8%).

Em 2016, foram registadas 3.978 mortes no Grão-Ducado, 50,9% de homens e 49,1% de mulheres. Os números, calculados segundo as mesmas bases estatísticas da classificação internacional de doenças usada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), "confirmam a tendência para que as mulheres vivam mais tempo: os homens morrem, em média, com a idade de 76 anos e as mulheres aos 80".

O cancro surge na segunda posição com 1.121 pessoas mortas em 2016, isto é, 28,2% do total, havendo mais vítimas masculinas (56,4%) do que femininas (43,6%). Os mais letais entre os homens são os cancros do pulmão (174 vítimas), colorretal (60) e da próstata (52). No caso das mulheres, o mais mortal é o cancro da mama (94), seguindo-se o do pulmão (73) e o colorretal (44).

A terceira causa de morte no Grão-Ducado situa-se nas doenças do sistema respiratório com 7,5% do total (298 vítimas).

A mortalidade devido a causas externas aparece no quarto lugar com 6,7%, prevalecendo entre os homens (61,1%). "Ao todo, 61 mortes são devidas a suicídio ou a acontecimentos cuja intenção não está determinada (48 homens e 13 mulheres)", assinalando-se que o número "é inferior à média dos cinco últimos anos (80 mortes)", embora o suicídio continue a ser "uma das principais causas de morte de pessoas entre os 25 e os 39 anos".

Houve "55 mortes devido a quedas e 38 por acidentes de transporte (28 homens e dez mulheres)", enquanto a morte ligada a perturbações mentais e de comportamento "está a aumentar desde 2011, crescendo de 99 casos em 2011 para 233 em 2016". Também a mortalidade infantil (25 vítimas) "está a subir por comparação com a média dos últimos cinco anos (15 mortes)".

Em 2016 houve 11 mortes por dia (77 por semana), 332 por mês, algo que "representa uma ligeira subida face ao ano anterior (1,1%). Os dados revelam que "93,3% da totalidade de mortes se deveu a doenças e 6,7% são atribuíveis a causas externas". Por outro lado, "mais de metade das mortes registaram-se no hospital, quase um quarto em casas de repouso e 17% em casa própria", cabendo "3% do total a cidadãos não-residentes".



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