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Diretor-Geral de Saúde admite "segunda vaga" no Grão-Ducado
Luxemburgo 2 min. 15.07.2020

Diretor-Geral de Saúde admite "segunda vaga" no Grão-Ducado

Diretor-Geral de Saúde admite "segunda vaga" no Grão-Ducado

Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 15.07.2020

Diretor-Geral de Saúde admite "segunda vaga" no Grão-Ducado

O gabinete de crise do governo para gerir a pandemia foi reativado, numa altura em que o aumento do número de novas infeções já está a ser encarado como uma "segunda vaga".

Face à multiplicação de novas casos de covid-19, o Diretor-Geral de Saúde do Luxemburgo já admite uma segunda vaga de infeções no Grão-Ducado. "A sensação de segurança recuperada leva infelizmente muitas pessoas a não respeitarem mais as instruções de distanciamento físico e os gestos de barreira", fez questão de vincar Jean-Claude Schmit numa carta endereçada aos profissionais de saúde.

Mesmo que o Ministro da Saúde não o tenha mencionado claramente, o Sr. Schmit não o esconde e escreve na sua circular: "O nosso país enfrenta atualmente uma segunda vaga de infecções por Covid-19 após o desconfinamento progressivo". Segundo ele, "os próximos dias vão mostrar-nos se o relembrar da necessidade de respeitar as medidas de barreira nos últimos dias dará frutos ou se serão necessárias restrições mais severas".

Numa altura em que o país contabiliza um total de 762 casos ativos, Ministério e Direção Geral de Saúde retomam a unidade de crise interna criada logo no início de março para lidar com a pandemia. Da saúde à logística, os representantes dos vários setores vão começar a ser chamados para discutir a organização do país e principalmente dos sistemas de saúde durante esta segunda vaga. 

Para já a ordem é continuar a testar a população e a acompanhar todos os contactos dos novos infetados para eliminar qualquer foco de contaminação do novo coronavírus. 

O que dizem as estatísticas? 

Desde segunda-feira que o Luxemburgo é o país europeu com o maior número de novos casos de covid-19. Sem diminuir o fenómeno, a Direção Geral de Saúde alerta no entanto que a política de testes ajuda a explicar os números já que, não só o Luxemburgo testa trabalhadores transfronteiriços como o faz de uma forma gratuita. 

Além disso, 12% dos diagnósticos provêm de testes em larga escala, cujo objetivo é detectar doentes assintomáticos que são vetores do vírus. Finalmente, o Luxemburgo oferece acesso fácil a testes ao mais pequeno sintoma de coronavírus. Noutros países, os casos ligeiros nunca são testados.

Para o Director da Saúde, o Luxemburgo desenvolveu uma "abordagem ambiciosa para detetar e controlar o vírus". Uma estratégia de espada de dois gumes: "Isto penaliza-nos agora, infelizmente, nas estatísticas comparativas europeias e levou a certas restrições de viagem". 

Acompanhamento rigoroso

A nova vaga de infeções tende a envolver jovens adultos, com uma média de idade de 35 anos, mais nove do que na primeira. Mesmo os contactos colocados em quarentena são bastante jovens, com apenas 5% acima dos 60 anos de idade. 

"Uma pessoa idosa acaba de morrer da sua infeção", avisa Schimt. As infeções ocorrem frequentemente em "agregados", ou seja, pelo menos três casos no mesmo local, sem evidência de uma cadeia de transmissão. Alguns clusters envolvem várias dezenas de pessoas: festas e noites, apartamentos partilhados, albergues, instituições residenciais, empresas e escolas.

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