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Diretor da polícia julgado por beneficiar familiar em processo de recrutamento
Luxemburgo 2 min. 13.05.2022
Justiça

Diretor da polícia julgado por beneficiar familiar em processo de recrutamento

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Diretor da polícia julgado por beneficiar familiar em processo de recrutamento

Foto: John Schmit
Luxemburgo 2 min. 13.05.2022
Justiça

Diretor da polícia julgado por beneficiar familiar em processo de recrutamento

Sophie HERMES
Sophie HERMES
O diretor da polícia regional do Norte está a ser julgado por ter tentado, alegadamente, fazer passar um candidato seu familiar num processo de recrutamento.

Quando o Ministério Público de Diekirch informou há cerca de dois anos que tinham sido iniciadas investigações contra o diretor regional da polícia do distrito do Norte, Bob Leesch, por causa do benefício ilegal de outrem, os pormenores das acusações permaneciam completamente em segredo.

Agora, enquanto decorre o julgamento de Bob Leesch no Tribunal Distrital de Diekirch soube-se que durante um processo de recrutamento o acusado terá alegadamente tentado fazer passar um candidato da sua preferência para um cargo de funcionário civil do depósito de veículos da polícia (Fourrière).

O oficial superior não informou os outros três membros da comissão que iria fazer a recomendação para o preenchimento do lugar que ele próprio era familiar do candidato. 

Três contra um

Quando os outros três membros se pronunciaram a favor de outro candidato Bob Leesch invocou a sua "escolha direta" para conseguir que "o seu" candidato fosse afinal o escolhido. Mas no final, não funcionou. Quando o responsável pelos recursos humanos foi informado de que a comissão não tinha chegar a acordo sobre um candidato, sentou-se com os membros e decidiu sobre o homem que tinha o maior consenso.

De acordo com o testemunho em tribunal, este candidato era "claramente o melhor", enquanto que a pessoa apoiada pelo diretor regional não se enquadrava no perfil. Na sessão disseram até que ele era o mais fraco dos seis candidatos que conseguiram chegar à ronda final.

Uma visita ao Fourrière

No geral, a própria composição da ronda final de candidatos suscita questões. Por exemplo, uma mulher que se tinha apresentado à pessoa responsável pelo Fourrière e que tinha causado uma boa impressão devido às suas qualificações não passou à fase final. Isto apesar de o responsável ter informado o seu superior - o diretor regional que tinha feito a seleção - por escrito que considerava a mulher como sendo a candidata adequada. 

O diretor regional terá então explicado que o posto seria mais adequado para um homem, uma vez que as tarefas são por vezes um pouco mais rígidas no depósito de veículos da polícia. No entanto, ninguém no banco de testemunhas confirmou o critério de seleção baseado no género. 

Entretanto, os juízes terão também de lidar com a questão de saber até que ponto Bob Leesch tentou esconder as relações familiares com o candidato dos outros membros da comissão. Pelo menos a pessoa responsável pelo Fourrière sabia que o diretor e o candidato se conheciam. O acusado tinha chegado ao Fourrière juntamente com o seu candidato no período que antecedeu as entrevistas de recrutamento.

Os outros membros da comissão também teriam conhecimento da relação. No entanto, dizem que Leesch não fez uma declaração clara neste contexto perante os outros membros. Esse esclarecimento teria sido a melhor coisa a ter feito aos olhos dos colegas. Ao mesmo tempo, o próprio candidato tinha declarado num questionário que era familiar da mulher do diretor regional.

O julgamento prosseguirá no dia 23 de maio, com a audiência do ex-diretor regional acusado e o processo da acusação. 

(Este artigo foi originalmente publicado na edição alemã do Luxemburger Wort)

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