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Differdange: Português integrado continua em três escolas, duas vão ter ensino paralelo

Differdange: Português integrado continua em três escolas, duas vão ter ensino paralelo

Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 2 min. 11.09.2014

Differdange: Português integrado continua em três escolas, duas vão ter ensino paralelo

Os cursos de Português integrados no horário escolar vão continuar  em pelo menos três das cinco escolas de Differdange, estando a ser negociada nas restantes a possibilidade de organizar cursos no ensino paralelo, fora do horário normal, disse ao CONTACTO o responsável da Coordenação de Ensino, Joaquim Prazeres.

O coordenador comentava o anúncio feito hoje pelo ministro da Educação do Luxemburgo, que garantiu ao CONTACTO que "os cursos [de Português] vão abrir na maior parte das escolas de Differdange", revertendo a decisão de acabar com as aulas tomada em Julho pela autarquia.

"Felizmente as dificuldades estão ultrapassadas, e este ano vai haver cursos de português na maior parte das escolas da cidade", disse o ministro a este jornal.

Segundo o coordenador do Ensino no Luxemburgo, as aulas de Português no ensino integrado vão continuar na École du Centre, em Differdange, em Niederkorn e também em Fousbann, estando a ser negociada a possibilidade de organizar aulas no ensino paralelo para duas escolas onde há menos alunos, .

"Há de parte e de outra um esforço para resolver situações que não são fáceis, porque reagrupar três ou quatro turmas [para ter o número mínimo de alunos] não é fácil. Vamos procurar, através do ensino paralelo ou de outras modalidades, encontrar outras vias para o Português continuar a ser ensinado nas escolas onde o número de alunos portugueses é menor", afirmou o coordenador.

O número de alunos portugueses pode ainda vir a aumentar naquelas escolas, sublinha o responsável da Coordenação, já que as inscrições nos cursos de Português decorrem até 28 de Setembro, depois de o prazo ter sido prorrogado esta semana.

O anúncio da extinção dos cursos em Differdange, que deixaria sem aulas cerca de 400 alunos portugueses, levou o deputado Paulo Pisco (PS) a questionar o Governo a 1 de Agosto.

Na questão parlamentar, o deputado acusava o Executivo de "falta de flexibilidade" na "definição do número mínimo de alunos", e alertava para o perigo de outras autarquias no Luxemburgo tomarem "decisões idênticas", o que "poria em causa, no conjunto, a continuidade dos cursos, que abrangem perto de 900 alunos".


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