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Fim das aulas de português em Esch “não aconteceria” se emigrantes votassem
Luxemburgo 2 min. 27.03.2017 Do nosso arquivo online
Deputado

Fim das aulas de português em Esch “não aconteceria” se emigrantes votassem

Carlos Gonçalves
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Fim das aulas de português em Esch “não aconteceria” se emigrantes votassem

Carlos Gonçalves
Foto: Serge Waldbillig
Luxemburgo 2 min. 27.03.2017 Do nosso arquivo online
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Fim das aulas de português em Esch “não aconteceria” se emigrantes votassem

O deputado do PSD Carlos Gonçalves apelou hoje ao recenseamento dos portugueses no Luxemburgo, afirmando que o fim dos cursos integrados de português em Esch provavelmente "não teria acontecido" se houvesse mais emigrantes inscritos para votar.

O deputado do PSD Carlos Gonçalves apelou hoje ao recenseamento dos portugueses no Luxemburgo, afirmando que o fim dos cursos integrados de português em Esch provavelmente "não teria acontecido" se houvesse mais emigrantes inscritos para votar.

A autarquia do sul do país aprovou em novembro o fim das aulas de português já a partir do próximo ano, uma decisão que "eventualmente não teria acontecido se os portugueses tivessem maior participação" na vida política do Luxemburgo, considerou o deputado pela emigração.

"Quem não vota, não conta, e os portugueses, se quiserem contar no Luxemburgo, é tempo de começarem a votar", instou.

Carlos Gonçalves falava à margem do congresso nacional do partido cristão-social do Luxemburgo (CSV), que teve como convidado Pedro Passos Coelho, em ano de eleições locais em ambos os países.

A percentagem de portugueses inscritos para votar nas eleições municipais no Luxemburgo ronda os 18%, e o número de candidatos também é baixo.

Nas últimas eleições, em 2011, num total de 3.319 candidatos, só 69 eram portugueses, tendo sido eleitos apenas três, segundo dados do Centro de Estudo e Formação Intercultural e Social (CEFIS).

Números que o deputado do PSD considerou "fracos" face à percentagem "de portugueses no Luxemburgo" - que representam 17% da população -, defendendo no entanto que o primeiro passo para haver mais candidatos é "haver mais portugueses recenseados".

"Se houvesse mais portugueses inscritos, teríamos certamente mais candidatos", disse, afirmando que "os próprios partidos políticos" teriam mais emigrantes nas listas.

Carlos Gonçalves afirmou que encontrou "uma grande abertura" em relação à participação política dos portugueses no congresso do CSV, numa altura em que as listas de candidatos às eleições municipais, agendadas para outubro, ainda não foram apresentadas.

"Tivemos contactos com muitos futuros autarcas - esperemos - de origem portuguesa, e eu acho isso fundamental para a afirmação da nossa comunidade", disse à Lusa.

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, falou hoje no congresso nacional do CSV, que considerou "um partido-irmão" do PSD, tendo dito esperar que "os portugueses possam ajudar o CSV a ganhar estas eleições".

À margem do congresso, Passos Coelho disse à Lusa que o candidato a primeiro-ministro do CSV nas legislativas de 2018, Claude Wiseler, que é casado com uma luso-descendente, "valoriza muito essa participação" dos portugueses.

O CSV foi um dos partidos que fez campanha pelo "não" no referendo sobre o direito de voto dos estrangeiros nas legislativas, em 2015 - uma consulta que o "não" venceu, com 80% -, mas Passos Coelho desvalorizou essa posição.

"Claro que nós preferiríamos que do ponto de vista nacional houvesse também uma participação mais ativa das comunidades emigrantes, mas compreendo que num país em que os emigrantes têm quase metade da presença demográfica, isso possa suscitar problemas aos diversos partidos", afirmou

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