Escolha as suas informações

Depois do regresso forçado de um aluno albanês: Estudantes temem mais casos de expulsão
Luxemburgo 2 min. 04.12.2014 Do nosso arquivo online

Depois do regresso forçado de um aluno albanês: Estudantes temem mais casos de expulsão

Os estudantes estão solidários com os colegas que podem ser expulsos e preparam uma manifestação

Depois do regresso forçado de um aluno albanês: Estudantes temem mais casos de expulsão

Os estudantes estão solidários com os colegas que podem ser expulsos e preparam uma manifestação
Foto: Maurice Fick
Luxemburgo 2 min. 04.12.2014 Do nosso arquivo online

Depois do regresso forçado de um aluno albanês: Estudantes temem mais casos de expulsão

A expulsão de uma aluna de 17 anos do Liceu Técnico do Centro, em Limpertspberg, na capital, está a mexer com professores e alunos daquela escola. Quando alguém bate à porta da sala, o medo é o sentimento dominante.

A expulsão de uma aluna de 17 anos do Liceu Técnico do Centro, em Limpertspberg, na capital, está a mexer com professores e alunos daquela escola. Quando alguém bate à porta da sala, o medo é o sentimento dominante.

O caso, que faz parte de um grupo 34 pessoas de origem montenegrina e albanesa que foram expulsas do país, teve lugar na passada semana e os alunos estão agora com medo que o caso possa voltar a repetir-se naquele liceu.

"Cada vez que ouvimos alguém bater à porta temos medo. Não sabemos se o caso vai repetir-se", conta Sara, uma das colegas da aluna que foi expulsa.

"Na semana passada tivemos alunos a chorar nos corredores e o ambiente é de tensão durante as aulas. Não podemos quantificar quantos alunos estão nessa situação, mas há turmas com alunos que podem ser expulsos. Esses não sabem o que vai acontecer com eles. Têm medo e é uma situação que indescritível", complementa a professora de francês e luxemburguês Laura Asselborn.

Anna, originária de Sérvia, e Maria, do Kosovo, são duas dessas alunas. Estão há algum tempo no Luxemburgo e sentem-se integradas na escola. Apesar do apoio dos colegas e professores, não escondem o medo de ser as próximas a serem expulsas.

"Dizem que não tenho direito a ficar aqui. Vejo gente a ser expulsa e o que aconteceu na semana passada pode acontecer a todo momento comigo. Desde que cheguei, entrei directamente numa turma normal, sem passar pelas turmas de integração. Aprendi as línguas do país, não chumbei nenhum ano e faço o meu melhor para ter boas notas. Mas agora não sei o que me pode acontecer", conta Maria (nome fictício a pedido da entrevistada).

Os medo apoderou-se dos alunos do Liceu Técnico do Centro, em Limpertsberg
Os medo apoderou-se dos alunos do Liceu Técnico do Centro, em Limpertsberg
Foto: Maurice Fick

"Nós tentamos fazer o melhor para nos integrarmos e eu gostaria de ter a possibilidade de terminar os estudos e ter a oportunidade de trabalhar. Se me mandarem de volta para o meu país não sei o que me espera porque lá o sistema escolar não nos deixa ficar na escola depois dos 18 anos. Se regressar vou ter de recomeçar do zero", desabafa Anna, outra aluna no Liceu Técnico de Limpertsberg que pediu também para não ser identificada.

Os colegas qualificam as expulsões de "injustas" e, num gesto de solidariedade, pensam já numa manifestação silenciosa para a semana.

"Já fizemos os pedidos junto das autoridades para essa manifestação. É injusto deixá-los ir quando há muita gente que chega para se aproveitar do estado. Não é o caso deles, pois vêm para trabalhar", disse ao CONTACTO Carolina Ribeiro, uma das colegas portuguesas.

Pode ler o artigo na íntegra na próxima edição do contacto.

HB


Notícias relacionadas