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Demissão de Carole Dieschbourg. François Bausch relembra "momento triste"
Luxemburgo 2 min. 10.05.2022
"Casa de jardim"

Demissão de Carole Dieschbourg. François Bausch relembra "momento triste"

"Casa de jardim"

Demissão de Carole Dieschbourg. François Bausch relembra "momento triste"

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 10.05.2022
"Casa de jardim"

Demissão de Carole Dieschbourg. François Bausch relembra "momento triste"

Thomas BERTHOL
Thomas BERTHOL
O ministro da Defesa conta que a ex-ministra do Ambiente tomou a iniciativa de se demitir sozinha.

O ministro da Defesa, François Bausch, deu uma entrevista ao jornal Tageblatt onde falou em detalhe sobre alguns momentos-chave do caso que levou à demissão da ex-ministra do Ambiente, Carole Dieschbourg. 

Dieschbourg, colega do Déi Gréng, demitiu-se do cargo de ministra do Ambiente a 22 de abril, como consequência do caso da "casa de jardim", onde a ex-ministra é acusada de ter favorecido o ex-autarca de Differdange, Roberto Traversini, do mesmo partido. 

De acordo com François Bausch, Carole Dieschbourg tomou a iniciativa de demitir-se sozinha: "Ela pensou: 'Já não consigo fazê-lo politicamente'. Carole  foi apanhada entre um procedimento judicial normal, no qual não foi acusada, mas interrogada. Por outro lado, havia o jogo político a decorrer na Câmara, onde a justiça e a política se misturam".

Porquê enviar um comunicado em que pedia o levantamento da sua imunidade e demitir-se algumas horas mais tarde? Para o ministro, "na sexta-feira de manhã ainda havia esperança de que ela estaria à disposição da justiça sem ter de passar pelo Parlamento. Mas na reunião pré-governamental, percebemos que não iria mudar nada. Não é uma questão de imunidade, mas de 'impeachment' pelo Parlamento", explica o vice-primeiro-ministro. 

Bausch também disse que falou com Carole no dia anterior. "Disse-lhe que o processo seria examinado e que ela deveria estar preparada para falar no dia seguinte".  A saída da ex-ministra do Governo não deixou o partido indiferente. O ministro admitiu mesmo que "lágrimas foram derramadas" e fala de "um momento triste" partilhado por todo o partido: "Pensámos mesmo: 'Caraças, isto é mesmo... Não merecias isto'". 

Nova ministra não está envolvida

François Bausch espera agora que "uma discussão objetiva" resolva o assunto. Relativamente à sucessão no cargo, Bausch garante que estava em sintonia com  Dieschbourg para escolher Joëlle Welfring como ministra do Ambiente. 

Afirma também que Welfring não tem de se preocupar com o caso "por uma razão simples: ela trabalhou na administração ambiental que não tem qualquer ligação com as autorizações concedidas no caso Roberto Traversini. Trabalhou sempre em Esch na administração como subdiretora. Ela não está de modo algum envolvida nesta história".

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