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De 13 a 15 de Março, na Luxexpo : Escritores lusófonos em destaque no Festival das Migrações

De 13 a 15 de Março, na Luxexpo : Escritores lusófonos em destaque no Festival das Migrações

Rita Rocha
Luxemburgo 3 min. 11.03.2015

De 13 a 15 de Março, na Luxexpo : Escritores lusófonos em destaque no Festival das Migrações

O escritor português Valter Hugo Mãe e a poetisa são-tomense Olinda Beja são dois dos seis autores lusófonos que vão estar no Salão do Livro no Festival das Migrações, de 13 a 15 de Março.

A lusofonia vai estar em destaque no Salão do Livro do Festival das Migrações, que arranca na próxima sexta-feira na Luxexpo, com escritores vindos de Portugal, Moçambique, São Tomé, Holanda e França. O escritor cabo-verdiano Germano Almeida, que chegou a estar anunciado, cancelou a vinda ao Luxemburgo “por razões de saúde”, disse ao CONTACTO fonte do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), que organiza o festival.

Valter Hugo Mãe regressa ao Luxemburgo a convite da associação Amigos do 25 de Abril, em colaboração com o Instituto Camões, para uma conversa com o público no sábado, dia 14 de Março, às 12h.

O escritor de Vila do Conde, nascido em Angola em 1971, é autor de “O Remorso de Baltazar Serapião” (Prémio Saramago em 2007), “O Apocalipse dos Trabalhadores”, “A Máquina de Fazer Espanhóis” (Prémio Portugal Telecom para Melhor Livro do Ano e Melhor Romance), além de “O Filho de Mil Homens” e “O Nosso Reino”, entre outros. A sua obra poética foi homenageada com o prémio Almeida Garrett e está reunida no volume de poemas Contabilidade, tendo publicado também literatura juvenil.

A escritora e poetisa são-tomense Olinda Beja é outro dos grandes destaques do Salão do Livro. A escritora e professora de língua portuguesa, que regressa ao Grão-Ducado a convite da Associação de São Tomé e Príncipe no Luxemburgo, tem 16 livros publicados, incluindo recolhas de poesia.

Olinda Beja, que vive actualmente na Suíça e é um dos nomes mais conhecidos da literatura são-tomense, vai estar na Luxexpo no sábado, às 14h.

O escritor português Helder Diniz, natural de Moçambique, também vai estar presente no Salão do Livro, que vai já na 15a edição. Tradutor no Parlamento Europeu no Luxemburgo, o antigo jornalista da BBC em Inglaterra é autor dos romances “Os Mal Amados” (“Identikit”) e “Campo de Sangue” (“Field of Blood”), ambos publicados na Chiado Editora e traduzidos em inglês, além de diversos contos. O encontro com o escritor é no sábado, às 17h.

No domingo, é a vez dos escritores José Saraiva e Edite Fonseca.

José Saraiva vive em Haia, na Holanda, e publicou vários livros de poesia, incluindo “Equilíbrio em 1994”, “Pó? É. Mas em 1997” e “Os Medos e a Gente em 2014”. O encontro com o escritor é no dia 15 de Março, às 14h.

Também no domigno, mas às 15h, Edite Fonseca apresenta a sua obra no Espaço Infantil do festival. A jovem escritora e jornalista em Paris, onde colabora com o semanário português LusoJornal. publicou um livro para crianças, “Kassandra, uma infância tumultuosa”, e tem no prelo o livro “Daniela e a Pedra Mágica”. Na literatura lusófona, destaque ainda para a apresentação do romance histórico do escritor brasileiro Marc André Meyers, numa nova tradução em francês (ver artigo nesta página).

Os visitantes do Festival das

Migrações, que este ano conta

com a presença dos Grão-Duques e com cerca de 400 stands de

gastronomia e associações de dezenas de países, vão também poder comprar livros em várias

línguas no Salão do Livro, a

maior feira de literatura no Grão-Ducado.

O stand de literatura portuguesa é novamente dinamizado pela Associação Amigos do 25 de Abril, que também é responsável pela organização da maioria dos encontros com os escritores lusófonos. No stand português, vão estar à venda obras dos autores convidados, além de uma selecção de livros da livraria portuguesa Orfeu, em Bruxelas.


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