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David Wagner: “Não se está a redistribuir devidamente os rendimentos entre trabalhadores e patrões”
Luxemburgo 2 min. 29.11.2018 Do nosso arquivo online

David Wagner: “Não se está a redistribuir devidamente os rendimentos entre trabalhadores e patrões”

David Wagner: “Não se está a redistribuir devidamente os rendimentos entre trabalhadores e patrões”

Foto:Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 29.11.2018 Do nosso arquivo online

David Wagner: “Não se está a redistribuir devidamente os rendimentos entre trabalhadores e patrões”

Nuno RAMOS DE ALMEIDA
Nuno RAMOS DE ALMEIDA
O déi Lénk defende que o aumento do salário mínimo não devia ser à custa do dinheiro dos contribuintes mas corresponder a uma mais justa distribuição de rendimentos entre capital e trabalho.

O deputado e porta-voz do partido mais à esquerda do parlamento luxemburguês 'paga para ver': elogia algumas das medidas anunciadas pelo novo governo, mas espera mais dados para fazer uma análise mais fina. As maiores dúvidas do déi Lénk vão para as medidas , que consideram insuficientes, da política da habitação e ao facto de parte do aumento do salário mínimo seja assegurado pelo Estado.

“Tentamos analisar as medidas propostas, comparando com o nosso programa eleitoral. É preciso ter, nesta fase, algum cuidado e examinar com cuidado quando essas medidas forem detalhadas. Tudo depende da maneira como as políticas vão ser postas em execução. Vejamos o exemplo do salário mínimo: sempre fomos favoráveis ao seu aumento, mas os partidos da coligação afirmam que o vão aumentar em 100 euros. Para o déi Lénk o problema não é apenas esse aumento ser curto, é o facto de a forma como governo se propõe executar ser - não através de uma mais justa redistribuição de rendimentos entre o trabalhadores e patrões - mediante um benefício fiscal dado pelo Estado às empresas. Esse expediente não aumenta os salários brutos, e ainda por cima significa retirar ao Estado dinheiro que podia ser aplicado em políticas sociais”, argumenta ao Contacto David Wagner.

Em relação à anunciada gratuitidade dos transportes públicos, Wagner sublinhou a justiça da medida que só peca por tardia em seu entender: “Sempre defendemos isso no parlamento, chegamos a apresentar resoluções sobre essa matéria que curiosamente tiveram sempre o voto contra do DP. Achamos que é uma boa medida, só esperamos que não seja feita à conta da redução dos postos de trabalho de funcionários públicos”.

O aspeto que causa mais duvidas ao porta-voz do partido de esquerda são as medidas propostas na área da habitação. “Somos muito céticos em relação aquilo que foi apresentado em termos de política da habitação. Fala-se numa ajuda às autarquias, mas não se explica nem a forma, nem os montantes envolvidos nessa ajuda. Diz-se que vai ser criado um fundo para conseguir terrenos para construção. No entanto, é preciso perceber como isso vai funcionar, aparentemente o Estado irá alugar os terrenos aos privados, isso parece-nos problemático, sobretudo não vemos a vontade nem as medidas para fazer da questão da habitação uma prioridade de ação do novo governo”, explica Wagner. Em relação à fiscalidade parece-nos que algumas medidas tomadas em vez de ser uma ajuda às pequenas empresas pode esconder uma espécie de alívio fiscal às maiores empresas. Também aqui precisamos de mais detalhes para perceber o sentido da política do novo governo.


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