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Crise de refugiados: Luxemburgo destaca seis funcionários para postos de controlo na Grécia
Luxemburgo 2 min. 29.01.2016

Crise de refugiados: Luxemburgo destaca seis funcionários para postos de controlo na Grécia

A crise de refugiados não está a ter uma resposta consensual da UE

Crise de refugiados: Luxemburgo destaca seis funcionários para postos de controlo na Grécia

A crise de refugiados não está a ter uma resposta consensual da UE
Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 29.01.2016

Crise de refugiados: Luxemburgo destaca seis funcionários para postos de controlo na Grécia

O Governo luxemburguês vai destacar em breve seis funcionários para o Agência Europeia para o Asilo (EASO, na sigla em inglês). A missão vai ter lugar em postos de controlo em países como a Grécia, uma das principais portas de entrada dos refugiados.

O Governo luxemburguês vai destacar em breve seis funcionários para o Agência Europeia para o Asilo (EASO, na sigla em inglês). A missão vai ter lugar em postos de controlo em países como a Grécia, uma das principais portas de entrada dos refugiados.

O anúncio foi feito ao jornal Luxemburger Wort pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. Para Jean Asselborn, este destacamento é uma resposta às obrigações do Luxemburgo.

"Estes agentes estão à espera de ser chamados", disse Asselborn, adiantando no entanto que o tempo da missão ainda não foi definido.

O ministro anunciou também que o Luxemburgo vai destacar três agentes da polícia para reforçar a Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia).

O reforço da Frontex foi aprovado pelos Estados-membros em Outubro de 2015. A criação de um corpo europeu de guardas fronteiriços é uma das esperanças do executivo europeu para fazer face à vaga de refugiados.

Mais de um milhão de pessoas pediram asilo na União Europeia em 2015, com grande parte a entrar na UE através do mar Mediterrâneo. A resposta europeia não tem sido consensual e tem sido criticada por organizações não governamentais.

Foto: Reuters

Em Setembro de 2015 foi assinado um acordo em que os Estados-membros se comprometeram a receber 160 mil refugiados vindos da Itália e da Grécia em dois anos. Mas até agora apenas 400 refugiados foram recolocados na UE. Desse número, 30 chegaram ao Luxemburgo em Novembro do ano passado, metade dos refugiados que a França recebeu no mesmo período de tempo.

O Luxemburgo prevê receber 440 refugiados, enquanto a Alemanha é o país que mais refugiados deverá receber (31.443). Seguem-se a França (24.031) e Espanha (14.931), enquanto Portugal vai receber 3.074 pessoas.

Estes números estão longe das necessidades reais, com a agravante de cerca de um quarto dos Estados-membros (Dinamarca, Áustria, Croácia, República Checa, Hungria, Estónia, Eslovénia e Eslováquia) não terem ainda disponibilizado quaisquer estruturas de acolhimento para os refugiados.

Para alterar a situação, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, deverá propor em Março novas regras de redistribuição de refugiados na UE. Para tal, espera-se uma rápida implementação de mais postos de controlo em Itália e na Grécia, onde devem ser registados os pedidos de asilo de imigrantes.

O plano de Juncker inclui onze postos de controlo que vão ser também responsáveis por organizar a recolocação e o retorno dos requerentes de asilo. Actualmente há apenas quatro postos que estão operacionais. Sete Estados-membros ainda não enviaram nenhum funcionário para estas estruturas.


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