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CovidCheck vai ser obrigatório no local de trabalho
Luxemburgo 3 min. 29.11.2021
Covid-19

CovidCheck vai ser obrigatório no local de trabalho

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CovidCheck vai ser obrigatório no local de trabalho

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 3 min. 29.11.2021
Covid-19

CovidCheck vai ser obrigatório no local de trabalho

Paula DE FREITAS FERREIRA
Paula DE FREITAS FERREIRA
“Não vamos anunciar o encerramento de escolas ou de restaurantes”, disse o Primeiro-Ministro Xavier Bettel. O teletrabalho é recomendado pelo Governo, tanto para vacinados como para não vacinados. Os testes PCR têm agora a validade de 48 horas e os de antigénio de 24 horas.

"Queremos evitar o confinamento", disse o Primeiro-Ministro Xavier Bettel, esta tarde, na conferência de imprensa em que eforam comunicadas as novas medidas restritivas devido à pandemia no Grão-Ducado. “A atualidade dos últimos dias tem mostrado como a situação é volátil. Ainda há duas semanas não se ouvira nada sobre a nova variante Omicron”, declarou o Primeiro-Ministro.

Xavier Bettel disse que é preciso ser prudente com a situação atual, uma vez que voltaram a morrer muitas pessoas e o número de novas infeções tem aumentado nas últimas semanas. Atualmente, há mais de 60 pacientes hospitalizados, sendo que nos cuidados intensivos estão internados entre 10 a 15 pacientes.

“Não vamos anunciar o encerramento de escolas ou de restaurantes, ou o encerramento de algumas atividades”, disse Xavier Bettel. "Não haverá tais decisões hoje. Embora eu não possa descartar que isso não possa vir a acontecer".

E avisou: "A nossa taxa de vacinação é muito baixa" por isso, e tendo em conta a pressão que pode vir a ser exercida sobre os serviços de saúde nas próximas semanas e ainda que, por agora, a situação esteja "sob controle", os controlos ao sistema de CovidCheck serão mais apertados.

Opcional desde novembro, o CovidCheck no local de trabalho passa a ser obrigatório, no entanto, a obrigação só deverá entrar em vigor a partir da segunda quinzena de janeiro, uma vez que ainda estão a decorrer negociações com os parceiros sociais.  

A fórmula "2G" será aplicada a atividades de lazer, que estarão abertas só a quem estiver vacinado ou tiver recuperado da doença. 

"O objetivo é limitar o risco de infeção nas pessoas mais vulneráveis e não vacinadas ", disse Bettel, frisando que a solução para travar a pandemia continua a ser a mesma: vacinar.

No entanto, a ministra da Saúde, Paulette Lenert, acrescentou que "a vacinação por si só não é suficiente" tendo em conta a circulação das novas variantes, lembrou, citando especialistas. Por isso, apelou a que todos continuem a utilizar os métodos de barreira (usar máscara, distanciamento social, desinfeção das mãos).

3G obrigatório nas empresas e 2G na restauração e cafés

Nos setores de lazer e Horesca o Governo introduz o 2G (vacinados ou recuperados), tanto no interior como no exterior. O objetivo é que essas medidas entrem em vigor já na próxima semana.

Também será introduzido o sistema 3G nas empresas, ou seja vacinados, recuperados ou testados terão de apresentar o certificado.

Poderão vir a ser implementados controlos de identidade, sem presença das autoridades policiais. Uma forma de evitar fraudes, uma vez que há cada vez mais casos de pessoas que usam o código QR de outra pessoa.

As medidas anunciadas esta segunda-feira têm sobretudo o intuito de aumentar o número de vacinados.

O teletrabalho é recomendado pelo Governo, tanto para vacinados como para não vacinados. “Estamos a trabalhar com os países vizinhos para encontrar novos acordos para os trabalhadores fronteiriços", disse o Primeiro-Ministro.

Os testes PCR têm desde sexta-feira validade de 48 horas, enquanto que os testes de antigénio certificados têm agora validade de 24 horas.  E em relação à testagem, os testes rápidos são recomendados para os vistantes em hospitais e lares de idosos.

Dose de reforço da AstraZeneca vai chegar a 45 mil pessoas

Relativamente à vacina de reforço, ficou decidido que as pessoas que foram vacinadas com a AstraZeneca irão receber uma dose de reforço após quatro meses da inoculação, e não seis meses, como acontece para as outras vacinas.  

Segundo Bettel, serão 45 mil as pessoas a quem será administrada uma dose de reforço por terem sido inoculadas com a vacina da AstraZeneca. 

Tal como já está a acontecer noutros países europeus, também o Luxemburgo decidiu adotar novas medidas sanitárias no Luxemburgo, que estão agora a ser comunicadas pelo primeiro-ministro, Xavier Bettel, e pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, em conferência de imprensa.

*Com Susy Martins


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