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Covid-19. Variantes inglesa e sul-africana responsáveis por terceira vaga no Luxemburgo
Luxemburgo 2 min. 06.03.2021

Covid-19. Variantes inglesa e sul-africana responsáveis por terceira vaga no Luxemburgo

Covid-19. Variantes inglesa e sul-africana responsáveis por terceira vaga no Luxemburgo

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 06.03.2021

Covid-19. Variantes inglesa e sul-africana responsáveis por terceira vaga no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
As previsões dos cientistas apontam para o risco sério do crescimento das infeções, com um pico de 330 casos diários em maio, um número menor do que inicialmente estimado.

O balanço semanal da situação da epidemia no Luxemburgo e das previsões para as próximas semanas realizado pela ‘task force’ Covid revela uma estabilização da curva na semana passada. A boa notícia deve-se, talvez, ao efeito tardio do período de férias e ao cumprimento das medidas adotadas para o combate à doença e aos gestos barreira como o distanciamento social, indicam os cientistas deste grupo de trabalho, no qual se baseia o governo para tomar as suas decisões sobre a pandemia.

“A tendência linear dos casos cumulativos estimados por ajuste de curvas tem manteve-se bastante constante nos 160 casos/dia”, referem os cientistas no relatório, referente ao período de 25 de fevereiro a 3 de março, divulgado este sábado.

Mesmo assim, a ‘task force’ aponta para “o perigo de uma potencial recuperação epidémica baseada nas variantes mais contagiosas do vírus”, nomeadamente, a variante do Reino Unido e da África do Sul. Ou seja, as projeções apontam para uma terceira vaga a começar em breve no país e a ter um pico em maio.

De acordo com a análise da terceira semana de fevereiro, as estimativas da prevalência da variante mais contagiosa, a do vírus do Reino Unido (B.1.1.7) são de 52%, sendo a predominante no Luxemburgo, e de 22% para a variante sul-africana.

Menos interações sociais

Por outro lado, nessa semana houve uma diminuição de 8% das interações sociais o que conduziu a “projeções mais otimistas”, realçam os cientistas, com o pico da terceira vaga de 330 casos diários em maio, contra os 500 casos diários projetados no relatório da semana precedente. As projeções dos cientistas indicam que a terceira vaga será protagonizada pelas variantes inglesa e sul-africana que dominarão em 70% as novas infeções aumentando em 40% os contágios juntamente com as interações sociais.

A ‘task force’ apela à população para evitar ao máximo os contactos sociais, mantendo apenas os essenciais, o uso permanente da máscara e o cumprimento das medidas restritivas em vigor. A diminuição das interações sociais e a vacinação são dois fatores fundamentais para o combate à pandemia e para travar um crescimento exponencial da doença no país.

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