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Covid-19. Variante inglesa pode disparar aumento de infeções no Luxemburgo
Luxemburgo 2 min. 01.02.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Variante inglesa pode disparar aumento de infeções no Luxemburgo

Covid-19. Variante inglesa pode disparar aumento de infeções no Luxemburgo

Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 01.02.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Variante inglesa pode disparar aumento de infeções no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
As previsões dos especialistas apontam para um novo crescimento preocupante de casos ligados à nova estirpe mais contagiosa. Se os gestos barreira não forem cumpridos o País pode viver uma nova vaga com pico em maio.

As previsões são “pessimistas”, assume o relatório semanal da situação da covid-19 no Luxemburgo, elaborado pela task-force Covid-19, a equipa de cientistas que estuda a evolução da pandemia no Grão-Ducado e na qual o Governo se apoia para tomar decisões.

Estes cientistas alertam para um possível aumento exponencial das infeções nos próximos tempos, causado sobretudo pela nova variante inglesa que já circula no país.

“A situação epidemiológica atual é bastante crítica e pode refletir a interação entre o aumento contactos sociais e a variante mais contagiosa do vírus, oriunda do Reino Unido”, escreve Paul Wilmes, porta-voz da ‘taske-force’Covid-19 e a restante equipa no relatório divulgado no dia 29 de janeiro.

Também Paulette Lenert já tinha alertado que os primeiros três meses de 2021 são “muito críticos” face à ameaça das novas variantes, sobretudo a inglesa.


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Nas últimas semanas a curva das infeções têm diminuído ao ponto de a “situação ter sido controlada” no Luxemburgo com os hospitais a regressarem a uma fase menos perigosa do plano de contingência.

"Potencial aumento dos casos"

Só que na semana passada a curva das infeções que estava estável mostra uma “destabilização da situação pandémica com alguns indícios de um potencial aumento dos casos”, diz o relatório.

Os números podem disparar “devido à atual estagnação das infeções diárias e ao aumento de casos provocados pela nova variante inglesa”. A análise aos números da semana passada revela um aumento de 37% de contagiosidade e uma prevalência de 16% da variante inglesa.

Por outro lado, o aumento da taxa de reprodução da doença de 0,8 para 1,07 (um infetado já contagia mais do que uma pessoa), e que conduziu a uma diminuição do tempo necessário para duplicar os números de contágios, atualmente são precisos 7,8 dias para duplicarem os números, contra os 9,4 dias da semana passada, mostra que a curva das infeções está a começar a subir de nova. Também o aumento da taxa de positividade da doença, ou seja, mais testes dão positivos entre o total de testes realizados é um dos fatores de preocupação.


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Nova vaga até maio

As previsões baseadas na média dos últimos sete dias apontam assim para um disparo das novas infeções com um “novo pico da epidemia em maio, semelhante ao que ocorreu em novembro”, mostra o relatório do grupo de cientistas Covid-19.

Contudo, se houver uma redução de 10% ao nível das interações sociais esse pico previsto pode ser diminuído, “puxado para baixo e a sua amplitude ser semelhante aos números do período de verão”, o que dá ao Luxemburgo “mais tempo para implementar as estratégias de vacinação”, ou seja vacinar mais pessoas.

O nível de interações sociais que existe no País aliado ao maior poder de transmissão e contágios da variante inglesa é neste momento algo muito perigoso, que pode desencadear uma nova vaga da epidemia.


DENVER, CO - JANUARY 30: Pharmacy technicians prepare doses of the Pfizer-BioNTech vaccine at a mass COVID-19 vaccination event on January 30, 2021 in Denver, Colorado. UCHealth, Colorado's largest healthcare provider, plans to vaccinate 10,000 seniors over 70 during the drive-up event this weekend.   Michael Ciaglo/Getty Images/AFP
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Por isso os cientistas da Task-force apelam aos residentes para cumprir as medidas em vigor e os gestos barreira, o uso da máscara e o distanciamento social.

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