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Covid-19. Variante inglesa já infetou 47 pessoas no Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 04.02.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Variante inglesa já infetou 47 pessoas no Luxemburgo

Covid-19. Variante inglesa já infetou 47 pessoas no Luxemburgo

Photo AFP
Luxemburgo 3 min. 04.02.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. Variante inglesa já infetou 47 pessoas no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Registaram-se ainda mais quatro casos de infeção pela variante sul-africana. Podem existir mais casos, alerta o Ministério da Saúde. Os especialistas temem que estas variantes possam conduzir a um forte aumento das infeções no País.

Até ao dia 31 de janeiro foram registados no País 47 casos de infeção provocados pela variante inglesa e quatro casos de infeção causados pela variante sul-africana, indica o relatório semanal do Ministério da Saúde sobre a situação da pandemia no País entre 25 a 31 de janeiro.

É a propagação destas novas variantes entre os residentes que está a preocupar as autoridades de saúde e o governo dada a grande capacidade de transmissão e contágio que estas estirpes possuem. Os estudos indicam que a variante descoberta no Reino Unido é entre 40% a 70% mais contagiante do que o vírus original da covid-19.

O relatório do Ministério da Saúde alerta para a possibilidade de existirem mais casos destas variantes, isto porque, existe um "atraso de 7 a 10 dias para obter os resultados da sequência" das amostras chegadas aos laboratórios, pelo que estes dados relativos à semana de 25 a 31 de janeiro podem estar "incompletos".

O primeiro caso da variante inglesa, a B.1.1.7., foi detetado no Luxemburgo a 19 de dezembro estando a circular e a disseminar-se entre a população desde essa altura. Já a variante sul-africana, B.1.351, começou a circular no País mais tarde, a 11 de janeiro. 

A infeção por estas variantes é identificada através da sequenciação das amostras de infetados no Laboratório Nacional da Saúde (LNS). Desde 19 dezembro de 2019, altura do registo do primeiro caso da variante britânica foram sequenciadas no LNS 791 amostras e foi entre estas que foram detetados os mais de 40 casos da variante do Reino Unido e os quatro casos da sul-africana.


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O relatório do Ministério da Saúde lembra ainda que atualmente a deteção destas novas variantes do SARS-CoV-2 não é feita "no tempo ou no contexto em que foram recolhidas". 

A propagação destas novas variantes no Luxemburgo é uma das grandes preocupações atuais dada a sua maior transmissibilidade e poder de contágio. 

Situação "bastante crítica"

O grupo de cientistas que estuda a pandemia no País, a 'Task-force Covid-19' alerta no seu último relatório para um possível aumento exponencial das infeções nos próximos tempos, causado sobretudo pela nova variante inglesa.

“A situação epidemiológica atual é bastante crítica e pode refletir a interação entre o aumento contactos sociais e a variante mais contagiosa do vírus, oriunda do Reino Unido”, escreve a ‘Task-force Covid-19' no relatório divulgado no dia 29 de janeiro.

Também Paulette Lenert já tinha alertado que os primeiros três meses de 2021 são “muito críticos” face à ameaça das novas variantes, sobretudo a inglesa.


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Mapa circulação do vírus

Para detetar o mais cedo possível os casos de infeção por estas novas variantes os cientistas do LNS estão já a criar um mapa de circulação do novo coronavírus em tempo real no País, como já tinha anunciado ao Contacto o microbiologista Tamir Abdelrahman, chefe do departamento de microbiologia do LNS. É neste departamento que é feita a sequenciação das amostras das pessoas infetadas para descobrir que variantes do vírus causaram a infeção. 

Até ao final de fevereiro deverá entrar em ação o tal mapa, ou seja, o sistema de vigilância epidemiológica em tempo real para variantes, anuncia o Ministério da Saúde neste relatório semanal.

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