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Covid-19. Variante inglesa já infetou 403 pessoas no Luxemburgo
Luxemburgo 2 min. 26.02.2021

Covid-19. Variante inglesa já infetou 403 pessoas no Luxemburgo

Helsínquia

Covid-19. Variante inglesa já infetou 403 pessoas no Luxemburgo

Helsínquia
AFP
Luxemburgo 2 min. 26.02.2021

Covid-19. Variante inglesa já infetou 403 pessoas no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Esta é a estirpe predominante no país responsável por 57,6% das infeções e não para de aumentar. Também os casos da variante sul-africana estão a crescer. No total, estão a circular 13 variantes no Grão-Ducado.

A variante descoberta no Reino Unido contagiou 114 pessoas na semana de 8 a 14 fevereiro, no Luxemburgo, de acordo com o mais recente relatório ReVilux, do Laboratório Nacional de Saúde (LNS) do Luxemburgo. 

Entre o total das 132 amostras analisadas, que são representativas da população, a variante B.1.1.7 (inglesa) foi responsável por 57,6 % dos casos. Desde que foi detetada no Grão-Ducado, a 19 de dezembro esta variante, que é entre 40% a 70% mais contagiosa do que o vírus original, foi já responsável por 403 casos de infeção, indica o relatório. Na semana, em análise circulavam 13 variantes do SARS-CoV-2 no Grão-Ducado, sendo a inglesa a predominante.

Também as infeções provocadas pela variante sul-africana têm vindo a crescer embora em número muito menor, não estando sequer entre as que mais circulam. Na mais recente análise, de 8 a 14 de fevereiro, foram detetados 24 casos da variante sul-africana B.1.351, indica o relatório do LNS referindo que, desde que foi descoberta no país, a 11 de janeiro de 2021, já foram contabilizados 52 casos. 


Ville de Metz, Moselle, Lorraine, Frontaliers, Gare de Metz, SNCF, Foto: Chris Karaba/Luxemburger Wort
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Dado o aumento do número de novos casos da covid-19, os departamentos franceses que fazem fronteira com o Grão-Ducado voltaram à lista da "vigilância reforçada".

É no LNS que são sequenciadas as amostras de testes positivos do SARS-CoV-2 para determinar qual a variante de contágio e quantas variantes do vírus circulam no país semanalmente. Os totais das variantes são dados até 14 de fevereiro, data da última sequenciação. Como referem os especialistas do LNS estes dados surgem com um atraso de cerca de uma semana, devido ao tempo necessário para os laboratórios entregarem as amostras positivas ao LNS, o laboratório de excelência do país.

Os perigos das novas estirpes

A variante inglesa “parece ter um impacto epidemiológico considerável, uma vez que tem uma taxa de transmissibilidade mais elevada”, refere o relatório.

Também a sul-africana causa grande preocupação, dada a sua maior capacidade de contágio como a inglesa, mas também porque parece ter uma carga viral mais potente. Além de que devido às suas mutações esta variante sul-africana parece conseguir “mascarar-se” e não ser reconhecida pelos anticorpos do vírus da pandemia, conseguidos através da vacina ou da infeção.


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Nas 132 amostras sequenciadas pelo LNS em 57,6 % dos casos a infeção foi provocada pela estirpe descoberta em Inglaterra. A variante sul-africana do vírus causou oito infeções.

 Os especialistas temem que esta variante poderá assim ter “um impacto na eficácia da vacinação”, diminuindo a eficácia das vacinas já existentes, além de poder reinfectar quem já contraiu anteriormente a infeção. Suspeitas que necessitam ainda de confirmação científica.

A sequenciação das amostras da infeção pelo vírus da covid faz parte do Programa Nacional de Vigilância "Sentinel" e têm por objetivo monitorizar o vírus, saber quais são as variantes em circulação a nível nacional e por região. Estudos essenciais para determinar as medidas e ações de combate à covid-19. 

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