Escolha as suas informações

Covid-19. Tudo a postos para começar a vacinação em massa no Luxemburgo
Luxemburgo 5 min. 26.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Tudo a postos para começar a vacinação em massa no Luxemburgo

Luc Feller, no centro de vacinação em Limpertsberg, revela como vai ser a campanha de vacinação anti-covid no Luxemburgo.

Covid-19. Tudo a postos para começar a vacinação em massa no Luxemburgo

Luc Feller, no centro de vacinação em Limpertsberg, revela como vai ser a campanha de vacinação anti-covid no Luxemburgo.
Photo : Chris Karaba
Luxemburgo 5 min. 26.12.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Tudo a postos para começar a vacinação em massa no Luxemburgo

As vacinas anti-covid chegam hoje ao País, e segunda-feira começa a campanha de vacinação, que está a ser organizada há meses. Luc Feller, Alto Comissário para Proteção Nacional explica como vai decorrer a vacinação em massa.

  (pj com Annette WELSCH) Há onze anos que o Luxemburgo não organizava uma campanha de vacinação em massa. Na época, falava-se em conter a gripe H1N1. 2020 vai acabar com outro vírus, o covid 19, mas com o mesmo desafio para enfrentar: imunizar o melhor e o mais rápido possível grande parte da população. Uma vacinação gratuita, baseada no voluntariado, em que Luc Feller e a unidade de crise do Ministério da Saúde têm trabalhado, desde o verão passado. 

A campanha de vacinação tem início na segunda-feira, 28 de dezembro. O que isto significa ?

Luc Feller : “Que teve de ser preparado durante meses. Porque esta campanha nada tem a ver com o que o País vem organizando há décadas. A vacinação anti-covid provavelmente ocorrerá em três fases. A primeira fase começará na segunda-feira, e irá continuar quando soubermos a quantidade de vacinas que iremos receber ao longo das próximas semanas. Esperamos que na primavera possamos começar a segunda fase. Mais vacinas devem então estar disponíveis e mais centros de vacinação podem ser abertos. Também estamos a analisar como os hospitais podem ajudar na vacinação.  

A vacina da Biontech / Pfizer foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento no início desta semana, e nem a Comissão Europeia nem a Pfizer confirmaram ainda quantas vacinas serão distribuídas nem quando chegam. Esses dados ainda estão a mudar de hora a hora. Assim sendo, vamos abrir gradualmente os cinco postos de vacinação planeados. Primeiro o Hall Victor-Hugo, na cidade do Luxemburgo (segunda-feira, 28 de dezembro), em seguida, no centro de Luxembourg Rescue Air, no Findel, em Ettelbruck, Belval e no Leste. 

Photo : AFP

Qual é o plano para a primeira fase?  

“O governo designou os profissionais de saúde como os alvos prioritários. Para esta categoria, está prevista a vacinação em três locais: nos postos de vacinação, nos hospitais (que em princípio irão vacinar os próprios funcionários) e, depois em janeiro equipas móveis de vacinação irão deslocar-se então a lares de idosos. Nestes locais existem desafios complexos e logísticos devido à natureza da primeira vacina Pfizer/BioNtech. 

Só então a vacinação em massa começará realmente?

“Sim, é a terceira fase, depois dos profissionais de saúde e dos idosos. A forma como vamos gerir a campanha depende da natureza das diferentes vacinas que serão validadas e distribuídas na Europa. É preciso, sim, adaptarmo-nos a produtos que não têm as mesmas características de transporte, armazenamento, manuseamento. Uma vacina está elaborada sob a forma de ampolas com capacidade para cinco injeções, outra com dez ou vinte injeções. Para facilitar a vacinação em massa, o ideal seria ter uma vacina na forma de dose única e armazenada em temperaturas 'clássicas'.

AFP

As pessoas podem ir à farmácia, obter a sua vacina e recebê-la pelo médico assistente. Porque o país nunca poderá construir tantos postos de vacinação quanto as clínicas médicas que existem.

Através da rede de clínicos gerais podemos tratar pessoas que não podem vir ao centro. Também estamos analisar como a campanha de vacinação poderá contar com laboratórios clínicos amplamente distribuídos pelo País. 

Como é organizado um posto de vacinação?

“Uma linha de vacinação inclui receção, posto de registro, obtenção de atestado médico, depois sala de vacinação e área de descanso. É simples no papel, mas mais complicado de ativar, acredite. Os nossos limites são dados por quem está a vacinar, os enfermeiros. Já apelámos a estes profissionais inscritos na reserva de saúde, mas não sabemos ainda qual a nossa capacidade de vacinação diária. 

Existe também um limite técnico. No Hall Victor-Hugo, na capital, podemos estar a operar com 16 linhas de vacinação em paralelo. Mas, na realidade, só abriremos oito nas primeiras três semanas, porque na quarta semana, as primeiras pessoas vacinadas que precisam da segunda dose voltarão para se vacinar. E aí teremos de ter nova organização do espaço. Por isso não o podemos fazer à escala do total da população do País (620 mil pessoas) temos de nos organizar a pensar no do dobro (1,2 milhões) de atendimentos possíveis ...  

AFP

Assim, mesmo que possamos atender muito mais pessoas num centro de vacinação do que um médico sozinho é capaz de fazer no seu consultório, é essencial que as vacinas possam ser também administradas nos 350 consultórios do país. É um fator multiplicador do qual não podemos prescindir.   

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou a 23 de julho o uso da vacina anticovid-19 da Moderna para crianças dos 12 aos 17 anos na União Europeia (UE), sendo este o segundo fármaco aprovado pelo regulador europeu para esta faixa etária, após a Pfizer, da BioNTech.