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Covid-19. Sindicato professores contra reunião de alunos por turmas
Luxemburgo 2 min. 21.06.2020

Covid-19. Sindicato professores contra reunião de alunos por turmas

Covid-19. Sindicato professores contra reunião de alunos por turmas

Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 21.06.2020

Covid-19. Sindicato professores contra reunião de alunos por turmas

Redação
Redação
Em turmas até 30 alunos será mais difícil respeitar as medidas de segurança, defende o presidente da seção de ensino da CGFP que lamenta a decisão do ministro em acabar com a divisão das classes.

Para o presidente da Féduse, Raoul Scholtes não faz sentido a duas semanas do final do ano letivo voltar a reunir os dois grupos de alunos de cada turma numa só classe. Trata-se de uma medida "supérflua" e que irá trazer maior dificuldade ao respeito pelas medidas de segurança face à pandemia, sobretudo em turmas até 30 alunos do secundário, alertou este dirigente aos microfones da rádio RTL. 

Esta semana, o Ministro da Educação Claude Meisch anunciou que a partir de 29 de junho e até ao final do ano letivo os alunos de cada classe irão voltar a estar todos juntos, terminando assim a divisão de turmas.

Mais atenção para cada aluno

O representante dos professores do ensino secundário lamenta esta decisão, a tão pouco tempo das férias. Segundo frisou Raoul  Scholtes a maioria dos professores estava a gostar de trabalhar com as turmas divididas, o que significava um menor número de alunos, permitindo assim centrar-me melhor em cada estudante e atendendo às especificidades e dificuldades de cada um. Sobretudo depois de um ano letivo diferente por causa das regras sanitárias impostas pela pandemia.

  Não se pode confundir qualidade com quantidade, defendeu este representante aos microfones da RTL.  


Ministro da Educação anuncia que turmas voltam a estar juntas a partir de 29 de junho
A medida será implementada a partir de 29 de junho e até ao final do ano letivo.

Segurança mais difícil

Por outro lado, para a Féduse, com o regresso das turmas completas será mais complicado impor as medidas de segurança aos adolescentes em turmas tão grandes. Este responsável sindical lembra que embora as crianças possam transmitir menos o vírus, no caso dos adolescentes já é diferente.

Outro dos argumentos apresentados por Raoul Scholtes será o trabalho de organização que esta junção implicará para a escola e docentes, a quarta planificação desde o início da epidemia. O que não se justifica para apenas duas semanas de aulas.

Terminar o ano o melhor possível

De 29 de junho a 15 de julho, "Os atuais grupos A e B voltam a estar juntos", anunciou o Ministro da Educação, Claude Meisch em conferência de imprensa há três dias, colocando um ponto final na divisão de turmas. Isto significa que os alunos "terão ainda 13 dias de aulas que lhes permitirão terminar o melhor possível este ano letivo", disse. Os alunos continuam a ter aulas das 8h00 às 13h00.

Nas escolas continua a ser obrigatório o uso da proteção bucal até os alunos chegarem às suas secretárias nas salas de aula.


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