Escolha as suas informações

Covid-19. Sindicato dos professores exige novas medidas nas escolas do Luxemburgo
Luxemburgo 16.10.2020

Covid-19. Sindicato dos professores exige novas medidas nas escolas do Luxemburgo

Covid-19. Sindicato dos professores exige novas medidas nas escolas do Luxemburgo

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 16.10.2020

Covid-19. Sindicato dos professores exige novas medidas nas escolas do Luxemburgo

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Na segunda semana de outubro, 12% do total dos 806 casos de infeção registados no país foram detetados em estabelecimentos de ensino.

O sindicato dos professores quer novas medidas sanitárias nas escolas do país. O apelo surge depois do meio escolar se ter tornado no segundo local onde há mais contaminações pela covid-19. De acordo com o balanço semanal do ministério da Saúde, entre os dias 5 e 11 de outubro, 12% do total dos 806 casos de infeção registados no país foram detetados em estabelecimentos escolares, mais 5% do que na semana precedente.


Escolas. 315 alunos e 76 professores infetados desde início do ano letivo
"Há um aumento de casos no setor da educação", disse hoje a ministra da Saúde. Contudo, Paulette Lenert e o ministro da Educação garantem que as "escolas não são fonte de contágio". Estudantes e docentes foram infetados fora do ambiente escolar.

Para o Sindicato Nacional dos Professores da Confederação Geral da Função Pública (SNE/CGFP), esta é uma informação importante para alunos, pais, professores e educadores. O sindicato frisa que o Governo “deveria reconhecer, pelo menos a partir de agora, que também há contaminações nas escolas e reagir de forma consequente”. 

O SNE defende que o Governo deveria ter em consideração as medidas propostas pelo sindicato aquando da rentrée escolar em setembro, para não correr riscos desnecessários que põem em perigo a saúde dos alunos e dos docentes. A central sindical volta por isso a lembrar que é essencial que o distanciamento físico seja garantido em todas as escolas. Se isso não for possível, a solução deve passar por encontrar uma sala maior ou então dividir a turma em dois grupos. Outra reivindicação é que haja purificadores de ar móveis nas salas onde não é possível abrir as janelas.


Covid-19. Alunos com casacos e mantas nas salas de aulas por causa das janelas abertas
Os pais do Luxemburgo dizem que há muitos alunos constipados porque este ano faz frio nas salas, devido às medidas de prevenção do coronavírus. Cabe a cada escola reajustar as regras, diz o ministério. Os conselhos dos pediatras.

O sindicato explica ainda que todas as escolas deveriam estar equipadas com termómetros para medir a febre aos alunos. Desta forma, os professores poderiam agir rapidamente mandando para casa as crianças doentes.

Um último pedido é que as crianças não sejam misturadas num só grupo nas estruturas de acolhimento extracurricular (“Maison Relais”, em francês). 

O SNE recorda que no regresso às aulas em maio, após o confinamento, as crianças eram separadas em grupos pequenos naquelas estruturas, algo que já não acontece. O sindicato conclui sublinhando que o número elevado de infeções não pode ser ignorado e que existe um risco real de contaminações nas escolas. Daí o apelo ao Ministério da Educação para que assuma as suas responsabilidades e reveja as medidas em vigor nos estabelecimentos escolares.  

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas