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Covid-19. Semana de 60 horas de trabalho? Há empresas a pedir este aumento
Luxemburgo 19.04.2020

Covid-19. Semana de 60 horas de trabalho? Há empresas a pedir este aumento

Covid-19. Semana de 60 horas de trabalho? Há empresas a pedir este aumento

Foto: AFP
Luxemburgo 19.04.2020

Covid-19. Semana de 60 horas de trabalho? Há empresas a pedir este aumento

Redação
Redação
O governo aceitou que 14 empresas no Luxemburgo alargassem o seu horário de trabalho mas só durante a crise sanitária. São mais 12 horas de trabalho semanal neste período.

O ministro do Trabalho Dan Kersch já tinha anunciado, no final de março haver setores onde o horário legal dos trabalhadores podia passar do máximo de 10 horas para 12 horas diárias, o que no final da semana, significam 60 horas de trabalho ao invés das 48 horas em vigor. Mas este aumento só terá validade durante a crise de pandemia do novo coronavírus e para certos setores, avisou o governante.


Aumento das horas de trabalho é "possibilidade e não uma obrigação", diz ministro
Dan Kersch garante que a medida é restritiva e que só serão aceites os pedidos de empresas cuja atividade seja "realmente essencial para a sobrevivência do país".

Em duas semanas, 19 empresas apresentaram ao governo um pedido de alargamento para as tais 60 horas semanais, noticia a edição francesa do Wort. Destes pedidos "quatro foram recusados ​​e um está pendente", declarou o ministro Dan Kersch na sexta-feira passada, citado pelo Wort. Ou seja, o governo aceitou que 14 empresas alargassem o horário dos trabalhadores.

Dos pedidos aceites, 12 partiram de casas de saúde ou de assistência médica. Os dois outros casos, são de uma empresa de segurança e a Sidor, a única empresa de incineração de resíduos do país, avança o Wort.

Até ao momento, ainda nenhum hospital requisitou o horário laboral das 60 horas semanais, adianta este site.

 Sobre a requisição para alargamento dos horários dos trabalhadores, o ministro do trabalho já declarou que "o pedido tem que ser feito e só é aceite nos setores essenciais para os cidadãos, como a saúde, a alimentação, os transportes, os correios". Esta possibilidade já tinha sido anunciada pelo primeiro-ministro Xavier Bettel aquando da apresentação do pacote de medidas de trabalho a vigorar durante o estado de emergência.

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