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Covid-19. "Se as pessoas não mudarem o comportamento ou não houver novas medidas" será difícil controlar a epidemia
Luxemburgo 2 min. 21.10.2020

Covid-19. "Se as pessoas não mudarem o comportamento ou não houver novas medidas" será difícil controlar a epidemia

Covid-19. "Se as pessoas não mudarem o comportamento ou não houver novas medidas" será difícil controlar a epidemia

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 21.10.2020

Covid-19. "Se as pessoas não mudarem o comportamento ou não houver novas medidas" será difícil controlar a epidemia

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Este é o alerta do cientista Paul Wilmes. Se nada for feito, o aumento das infeções pode tornar-se "incontrolável" no Luxemburgo e "o sistema de saúde corre o risco de ficar saturado", diz ao Contacto.

O país está a atravessar um momento preocupante e crucial em termos da epidemia da covid-19. As infeções estão a ganhar uma "dinâmica exponencial", ou seja, um aumento contínuo e muito elevado, nunca observado até agora. Se nada for feito a "epidemia pode tornar-se incontrolável", alertam os cientistas da ‘task force’ covid-19’, no relatório sobre a situação atual da doença no Grão-Ducado.

Em declarações ao Contacto, o investigador Paul Wilmes, porta-voz da 'task force' reforça a urgência da tomada de decisões para o país conseguir controlar a esta "segunda vaga" no Luxemburgo, em que os dados indicam que a epidemia se está a ganhar uma  "dinâmica exponencial".  

Segunda ou terceira vaga?

Antes de mais há que clarificar a terminologia. Inicialmente, este grupo de cientistas falava de que esta seria a "terceira vaga" da epidemia no Luxemburgo, mas agora alterou para "segunda vaga".  Estamos afinal na segunda ou na terceira onda?

"Usamos o termo segunda vaga porque é o que é usado na terminologia geral dado que outros países não viveram uma segunda vaga até agora. Em rigor, estamos a assistir neste momento a uma terceira vaga de epidemia no Luxemburgo", explica ao Contacto Paul Wilmes.

Esta é assim uma "segunda vaga" em que o aumento de casos diários está a ser maior do que apontavam as previsões iniciais para esta fase da doença no Grão-Ducado. Se nada for feito a "epidemia pode ficar incontrolável".


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As previsões apontam para 370 casos diários, no início de dezembro e ‘task force’ Covid-19 alerta que as medidas atuais e os gestos barreira revelam-se insuficientes para travar a "dinâmica exponencial" da epidemia.

E o que isto significa? "Se continuarmos nesta trajetória, em última análise, as camas hospitalares, incluindo as camas das unidades dos cuidados intensivos, começarão a encher-se com o risco de o sistema de saúde ficar sobrelotado", frisa Paul Wilmes.

Recorde-se que a sobrelotação dos hospitais em países como a França ou Itália, onde já não havia camas para os doentes, na primeira vaga da pandemia, em março, foi a maior preocupação dos governos e é a situação mais preocupante no controlo e tratamento das infeções.

Até agora, o sistema hospitalar do Luxemburgo nunca chegou a atingir este limite, o que se traduziu num bom sinal, permitindo um melhor combate ao aumento das infeções, mas segundo o relatório da ‘task force’ e de Paul Wilmes o aumento das infeções diárias "nunca foi tão elevado" o das duas últimas semanas.


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"Reduzir os contactos ao mínimo"

As previsões apontam que os casos diários irão continuar a crescer a um ritmo preocupante. "Se as pessoas não mudarem o comportamento ou não houver novas medidas" será difícil controlar a epidemia, vinca.

Por isso apela: "As pessoas devem reduzir os seus contactos sociais ao mínimo". No relatório da task force divulgado esta terça-feira os investigadores concluem que "os desenvolvimentos mostram que as medidas de distanciamento social e de higiene não são tão eficazes ou não estão a ser seguidas o necessário para mitigar esta vaga".

E deixam um alerta ao Governo: "Pode ser necessário uma maior sensibilização e/ou medidas que limitem as interações físicas (relativas a concentrações públicas, ao teletrabalho, e operações nas escolas) para evitar os aumentos significativos de casos e de mortes".

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