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Covid-19. Quem sofreu mais com o confinamento?
Luxemburgo 25.09.2020

Covid-19. Quem sofreu mais com o confinamento?

Covid-19. Quem sofreu mais com o confinamento?

Foto: Rodrigo Cabrita
Luxemburgo 25.09.2020

Covid-19. Quem sofreu mais com o confinamento?

Diana ALVES
Diana ALVES
Um estudo que teve como base um inquérito de 8.000 pessoas de seis países – Luxemburgo, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia – no início de maio, explica o impacto diferente do confinamento conforme a situação das diferentes pessoas desses países.

Quanto mais gente debaixo do mesmo teto, maior o stress. É o que conclui a Universidade do Luxemburgo na segunda parte do estudo COME-HERE sobre o impacto do confinamento na vida das pessoas, medido através de indicadores como stress, satisfação com a vida, depressão e solidão.

O estudo teve como base um inquérito de 8.000 pessoas de seis países – Luxemburgo, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia – no início de maio.

Segundo as conclusões, a satisfação com a vida, na semana antes da sondagem. era mais baixa para os desempregados, pessoas a viver sozinhas e pessoas com baixos rendimentos. Por outro lado, indivíduos a morar em casas com jardim e pessoas com mais de 65 anos apresentavam os maiores níveis de satisfação com a vida. 

Desagregando por país, o estudo mostra que “os efeitos negativos para aqueles com baixos rendimentos são particularmente elevados em França e no Luxemburgo”.

O Luxemburgo é também o país onde a relação entre coabitação (viver com um companheiro/a, família ou sozinho) e satisfação com o nível de vida é mais importante e tem mais efeitos. 

Entre os seis países analisados, o Grão-Ducado surge como o único onde o número de filhos contribui de forma negativa para o nível de satisfação com a vida. Um resultado para o qual a universidade não tem explicação.

Sobre o stress, o estudo mostra que mulheres, desempregados, pessoas a viver longe do companheiro/a e cidadãos com baixos rendimentos apresentaram níveis mais elevados de stress, sendo que com o aumento do número de adultos e crianças a viver na mesma casa aumentou esse stress.

Em relação à depressão, em todos os países tidos em conta o flagelo atingiu sobretudo pessoas a viver em lares de idosos. Por cá, o estudo constatou uma relação “particularmente pronunciada” entre estado civil (viver sozinho) e depressão.

Quanto à solidão, França e Luxemburgo foram os países com maiores níveis de solidão entre pessoas solteiras ou casais a viver separados.

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