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Covid-19. Quase metade das vítimas mortais estava em lares de idosos
Luxemburgo 1 2 min. 30.03.2020

Covid-19. Quase metade das vítimas mortais estava em lares de idosos

Covid-19. Quase metade das vítimas mortais estava em lares de idosos

Foto:Guy Jallay
Luxemburgo 1 2 min. 30.03.2020

Covid-19. Quase metade das vítimas mortais estava em lares de idosos

Redação
Redação
Paulette Lenert afirmou que o número de mortes subiu para 22 e o número de infetados atingiu as 1988 pessoas.

A ministra da Saúde anunciou a existência de 22 vítimas mortais,  até agora, no Luxemburgo. Ao todo existem 1988 infetados com a covid-19, o que significa que há mais 38 novos casos registados, nas últimas 24 horas, no Grão - Ducado.  Quase metade das mortes ocorreram em lares de idosos.  "Cerca de 11 mortes registaram-se no hospital, dez em lares de idosos e uma, no domicílio",  revelou Paulette Lenert.

A ministra não adiantou a estratégia que está a ser seguida em relação aos lares de idosos, sublinhando, apenas, que "há linhas de permanência específicas" para este setor. "Ninguém vai ser deixado ao abandono", sublinhou.

 Os números divulgados, esta tarde, dão ainda conta de 102 hospitalizações, das quais 31 em unidades de cuidados intensivos.  Quase 80% dos infetados estão nas suas casas.

A ministra da Saúde fez questão de sublinhar: "Se as pessoas tiverem sintomas não podem ir trabalhar. A partir de agora passa a ser proibido". 

O Grão-Ducado continua a ser dos países que mais testes à covid-19 realizam. Já foram testadas cerca de 16.200 pessoas desde o primeiro caso confirmado no país, a 29 de fevereiro. Quanto às máscaras de proteção, Paulette Lenert voltou a sublinhar que "o Luxemburgo não dispõe de máscaras em número suficiente para toda a população".  "A prioridade é para o pessoal do setor da saúde e para os pacientes infetados ou com suspeitas, de forma a proteger os outros", revelou a ministra. 

Quanto à existência de queixas de pacientes em relação à aplicação para teleconsultas. A ministra esclarece que foi uma aplicação colocada em funcionamento rapidamente sendo "normal que ainda não esteja a funcionar a 100%". 

A prioridade para quem suspeite de estar infetado é "recorrer a teleconsulta por telefone, para receber uma orientação".  Uma medida que "serve de filtro e evita que as pessoas com suspeitas de infeção se desloquem e contagiem outros", sublinhou  a ministra. "Só em caso excecional é que se pode ir ao médico ou receber a visita de um médico", reforçou Paulette Lenert.

A ministra sublinhou que "os hospitais tiveram de se reorganizar para responder às necessidades. Todo o pessoal médico teve de demonstrar enorme flexibilidade".

O  presidente da Associação de Médicos e Médicos-Dentistas (AMMD, na sigla francesa), Alain Schmit, que também esteva na conferência de imprensa, alertou para o cenário de "uma medicina de crise".  O que significa que "as urgências em medicina normal tiveram de ser completamente reorganizadas, de forma a  separar as pessoas infetadas dos outros paciente", sublinhou. O médico assegurou que "todos os outros pacientes têm de ser tratados convenientemente". O que significa que "as pessoas com problemas de saúde, sem ter a ver com a covid-19, devem contactar as urgências". 

Pode ouvir a conferência de imprensa na íntegra aqui:

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