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Covid-19. Porque a Alemanha mantém o Luxemburgo como 'país de risco'?
Luxemburgo 3 min. 17.08.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Porque a Alemanha mantém o Luxemburgo como 'país de risco'?

Covid-19. Porque a Alemanha mantém o Luxemburgo como 'país de risco'?

Luxemburgo 3 min. 17.08.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Porque a Alemanha mantém o Luxemburgo como 'país de risco'?

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Saiba a razão pela qual o vizinho germânico continua a classificar o Grão-Ducado como perigoso na contaminação do vírus, apesar dos pedidos do ministro luxemburguês.

O ministro dos Negócios Estrangeiros Jean Asselborn já pediu ao seu homólogo alemão, Heiko Mass para retirar o Grão-Ducado da lista ‘negra’ alemã dos países de risco da covid-19, por já não se justificar o perigo. O pedido foi feito numa carta enviada no passado dia 14 mas esta segunda-feira o Luxemburgo continua a figurar naquela extensa lista.  

Isto numa altura em que a Alemanha se debate com um aumento significativo de infeções e o Luxemburgo tem vindo a diminuir os novos casos de covid-19, nos últimos três dias.

Desde 14 de julho que os residentes alemães ou turistas que chegam do Luxemburgo a este país vizinho são obrigados a realizar o teste de despistagem, se não apresentarem o resultado negativo do mesmo. Se tiverem permanecido aqui por mais de 72 horas têm de ficar em quarentena por 14 dias, indicam as regras germânicas. Os trabalhadores transfronteiriços são exceção.


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Centenas de residentes alemães que regressaram de férias por estrada e entraram no país, via Luxemburgo aguardam a transmissão do resultado. Só falta notificar quem apresenta resultado negativo, frisam as autoridades.

As razões do 'perigo'

Mas por que razão a Alemanha colocou o Grão-Ducado na sua extensa lista de países de risco? Pelos seus critérios quanto ao número de novos casos diários no Luxemburgo e pela evolução da epidemia.

A classificação como país ou zona de risco é dada a um país após análise e decisão conjunta dos ministérios federais alemães da Saúde, Negócios Estrangeiros e do Interior, explica o Instituto Robert Koch, na página do seu site onde divulga a lista dos países de risco (clique aqui para ver a lista completa).

O principal critério para a classificação como país de risco pela Alemanha é o número de casos diários de infeção pelo novo coronavírus.  

“Os estados/regiões onde houve mais de 50 pessoas recentemente infetadas por 100.000 habitantes nos últimos sete dias”, explica o Instituto Koch. Numa segunda fase, “são utilizados critérios qualitativos para determinar se os estados/regiões que nominalmente ficam abaixo do valor limite acima mencionado correm, no entanto, um risco acrescido de infeção”.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros enviou uma carta ao seu homólogo alemão, dizendo que o Grão-Ducado está abaixo dos números que definem os países de risco.

Novas infeções a diminuir

No Luxemburgo, nos últimos dias as novas infeções têm vindo a diminuir. E nos últimos oito dias houve apenas dois dias em que os casos diários de infeções foram superiores à meia centena.

Ontem, domingo registaram-se 19 casos, 34 casos dia 15 e 37 no dia 14. Nos dois dias anteriores deu-se uma subida de novas infeções com 64 novos casos no dia 13 e 58 casos no dia 12. Já dia 11 registaram-se 26 casos, dia 10 notificaram-se 11 casos e dia 9 identificaram-se 46 casos.

Sem justificação, diz ministro

Na carta a pedir a retirada do Luxemburgo da lista dos países de risco, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo realçou que a situação epidemiológica do Grão-Ducado já não justificava tal classificação pelos alemães.

Já na semana de 3 a 9 de agosto, o Luxemburgo registou 47,44 casos por cada 100 mil habitantes, um número inferior ao limite de 50 casos por 100 mil habitantes, frisou o chefe da diplomacia portuguesa

Jean Asselborn espera, por isso, que as restrições impostas aos residentes do Luxemburgo em termos de viagens, testes e quarentena sejam levantadas o mais rapidamente possível.

Contudo, esta segunda-feira, dia 17 o Luxemburgo ainda consta da lista como um país de risco.

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