Escolha as suas informações

Por enquanto Luxemburgo não vai combinar duas vacinas diferentes
Luxemburgo 2 min. 24.06.2021
Covid-19

Por enquanto Luxemburgo não vai combinar duas vacinas diferentes

Covid-19

Por enquanto Luxemburgo não vai combinar duas vacinas diferentes

Foto: Chris Karaba/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 24.06.2021
Covid-19

Por enquanto Luxemburgo não vai combinar duas vacinas diferentes

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Vários países já fazem o cruzamento de vacinas contra a covid-19, incluindo França, Alemanha e Portugal.

O Ministério de Paulette Lenert informou esta quinta-feira que o Grão-Ducado vai esperar pelo parecer da Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) para decidir se vai ou não aplicar o cruzamento de vacinas contra a covid-19. 

O cruzamento de vacinas implica, por exemplo, a utilização de uma determinada marca de vacina na primeira dose (por exemplo AstraZeneca), e outra marca diferente na segunda dose (por exemplo Pfizer), política que tem sido inclusive aplicada por vários países.

Apesar disto, as autoridades de saúde luxemburguesas preferem esperar pelo parecer da Agência Europeia do Medicamento (EMA, em inglês), para decidir se aplicam a medida, diz a tutela da Saúde no comunicado divulgado esta quinta-feira. E mesmo apesar do aval positivo já dado pelo Conselho Superior das Doenças Infecciosas do Luxemburgo quanto à combinação de duas vacinas covid-19 de marcas diferentes. 

Espera-se agora que a autoridade europeia de pronuncie sobre a questão até ao fim de junho. Estados como França, Alemanha e Portugal que já autorizam há largas semanas a combinação das diferentes vacinas administradas contra a covid-19. 


67% das vacinas administradas no Luxemburgo são da Pfizer/BioNTech
O maior número de reações adversas aos fármacos contra a covid-19 é também devido à Pfizer/BioNTech.

A única exceção atual no Grão-Ducado é para os casos de complicações graves após a primeira dose, em que as autoridades podem administrar o fármaco de outra marca, como explicou a ministra da Saúde, Paulette Lenert, em meados do mês de maio. Para todas as outras, continuam a ter de tomar a mesma vacina na primeira e segunda doses. 

No comunicado, o Ministério esclarece ainda que a administração da vacina covid-19 é avaliada caso a caso pelo médico, com base no estado de saúde da pessoa. "Para pessoas com antecedentes de tromboembolismo com trombocitopenia induzida por heparina (HITT ou HITT tipo 2), nas quais uma segunda dose da mesma vacina está contra-indicada, o calendário de vacinação pode ser completado com uma dose de Comirnaty (Pfizer/BioNTech) dentro de 8 a 12 semanas ou logo que clinicamente viável", pode ler-se ainda.

Segundo os resultados preliminares de um estudo alemão, a vacinação combinada de uma primeira dose Astrazeneca com uma segunda da BioNtech/Pfizer é "significativamente mais eficaz" contra o novo coronavírus do que uma vacinação com duas doses de Astrazeneca. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas