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Covid-19. Luxemburgo "deve provavelmente esperar uma nova vaga"
Luxemburgo 2 min. 22.09.2022
Pandemia

Covid-19. Luxemburgo "deve provavelmente esperar uma nova vaga"

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Covid-19. Luxemburgo "deve provavelmente esperar uma nova vaga"

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 22.09.2022
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Covid-19. Luxemburgo "deve provavelmente esperar uma nova vaga"

Jean-Michel HENNEBERT
Jean-Michel HENNEBERT
Embora se preveja que o número de casos volte a aumentar nas próximas semanas, o seu impacto na saúde pública deverá ser significativamente menor do que nos últimos dois anos, de acordo com a Direção da Saúde.

Pela primeira vez desde 2020 e o surto da pandemia da covid-19, o otimismo parece prevalecer no seio das autoridades sanitárias. Uma semana após o Diretor-Geral da OMS ter anunciado que "o fim está ao alcance" e três dias após o anúncio de Joe Biden de que a pandemia estava "terminada" nos Estados Unidos, é a vez da Direção da Saúde luxemburguesa a estimar que a covid-19 "coloca atualmente menos problemas de saúde pública" no Luxemburgo.

Foto: Thomas Dentzer

A observação geral surge depois de "uma grande parte da população ter sido vacinada ou infetada pelo vírus", refere Thomas Dentzer, virologista da Direção da Saúde ao Wort. No entanto, isto não deverá impedir o país de "provavelmente esperar uma nova vaga" da doença nas próximas semanas. O especialista acredita que isto não vai conduzir a um aumento dramático do número de admissões nos hospitais do país. Este é o cenário caso não apareçam novas variantes.


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Entre 12 e 18 de setembro, 999 pessoas testaram positivo à doença, em comparação com os 757 casos assinalados na semana anterior.

 

Covid-19 deverá passar a ser tratada como outras doenças

Por enquanto, apenas foi observado um "ligeiro aumento" do número de infeções, longe de ser suficiente para alterar a estratégia em vigor. Apenas os maiores de 60 anos são ainda encorajados a receber uma quarta dose de vacina no Grão-Ducado. Questionado sobre as entregas de Paxlovid, os comprimidos anti-covid para os pacientes vulneráveis, Dentzer assegura que as encomendas feitas foram cumpridas e que "não há falta" do medicamento. 

Segundo as estimativas iniciais, cerca de uma centena de pacientes estão a beneficiar deste tratamento concebido para prevenir "formas graves da doença".

Para o virologista, que estimou em setembro de 2021 que a covid-19 "deixaria de fazer as manchetes dentro de um ano", o futuro terá ainda de ser escrito com este vírus. Mas o SARS-CoV-2 - ainda sem nenhuma nova variante(s) - deverá desempenhar um papel menor na vida quotidiana. "Devido ao aumento da imunidade em todo o mundo, a OMS será levada a levantar [a classificação] desta pandemia e a considerar que este vírus pode infetar e até matar pessoas, mas como outras doenças", considera.


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O Governo do Grão-Ducado armazenou testes no caso de surgirem novas estirpes do vírus, mas não prevê a implementação de medidas específicas, segundo a ministra da Saúde.

Entretanto, estão a ser desenvolvidos novos tratamentos, incluindo uma vacina europeia desenvolvida em Espanha. Estas novas armas na luta contra a covid-19 destinam-se não só a "alargar o alcance" dos tratamentos, mas também a "dar respostas rápidas a possíveis novas variantes mais patogénicas". 

(Este artigo foi originalmente publicado na edição francesa do Luxemburger Wort.)

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