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Covid-19. O aumento das infeções pode tornar-se "incontrolável" no Luxemburgo
Luxemburgo 2 min. 20.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. O aumento das infeções pode tornar-se "incontrolável" no Luxemburgo

Covid-19. O aumento das infeções pode tornar-se "incontrolável" no Luxemburgo

Oliver Berg/dpa
Luxemburgo 2 min. 20.10.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. O aumento das infeções pode tornar-se "incontrolável" no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
As previsões apontam para 370 casos diários, no início de dezembro e ‘task force’ Covid-19 alerta que as medidas atuais e os gestos barreira revelam-se insuficientes para travar a "dinâmica exponencial" da epidemia.

O aumento diário das infeções está a atingir os valores mais altos de sempre desde o início da epidemia da covid-19 no Luxemburgo. E os casos positivos continuam a aumentar, assim como os óbitos. Esta terça-feira registaram-se mais 230 novas infeções e uma morte. No total a epidemia já provocou 12,742 infeções e causou 136 óbitos.

As previsões elaboradas pelos cientistas da ‘task force’ Covid-19 não são nada animadoras. Muito pelo contrário. 

A tendência da evolução da doença “pode levar a uma dinâmica exponencial incontrolável da epidemia”, indica o grupo de cientistas do Research Luxembourg na mais recente “Atualização da situação no Luxemburgo” da covid-19, de dia 16 de outubro.


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“A tendência preocupante da semana passada manifestou-se ainda mais durante a semana em curso”, de 12 a 18 de outubro, vinca o grupo de investigadores que ilustra as suas previsões com gráficos da evolução da epidemia.

Um dos valores a ter em atenção é a taxa de transmissão efetiva (Rt eff) que tem vindo a crescer. Na semana passada era de 1,31 contra a de 1,14 na semana anterior. Esta taxa indica quantas pessoas está a contaminar cada infetado. Além da subida da taxa, os cientistas referem que “o tempo de duplicação da mesma tem vindo a diminuir, está a duplicar de 5,5 dias, em comparação com os 7 dias observado” na semana de 5 a 11 de outubro.

370 casos diários em dezembro

A projeção a médio prazo feita por um modelo epidemiológico SIR projeta agora “uma duplicação da amplitude dos novos casos diários para as próximas semanas” atingindo “um máximo de cerca de 370 casos por dia no início de dezembro”.

O cenário não é nada animador segundo as novas previsões que apontam para um “aumento contínuo da prevalência global” da doença no País e um “forte aumento no número de casos ativos”.

Analisando a evolução das últimas duas semanas, os cientistas salientam a existência de “uma dinâmica exponencial e uma prevalência bastante difusa da doença na população que pode indicar” que a epidemia está a atingir “um estado um estado crítico que poderá agravar-se no futuro”.


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Medidas insuficientes

Os investigadores concluem que “os desenvolvimentos mostram que as medidas de distanciamento social e de higiene não são tão eficazes ou não estão a ser seguidas o necessário para mitigar esta vaga”.

E deixam um alerta ao Governo: “Pode ser necessário uma maior sensibilização e/ou medidas que limitem as interações físicas (relativas a concentrações públicas, ao teletrabalho, e operações nas escolas) para evitar os aumentos significativos de casos e de mortes”.

O baixo número de pacientes nos cuidados intensivos e de mortes registadas nesta vaga até agora (dois fatores importantes para analisar a evolução da doença) “deve-se provavelmente a uma melhor gestão médica e à estrutura etária mais jovem dos infetados, mas é difícil avaliar como a dinâmica epidémica projetada irá interferir com esta tendência positiva".

Resta agora saber a posição do Governo sobre as previsões e alertas deste grupo de trabalho que estuda a epidemia no país. 

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