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Covid-19. Máscaras obrigatórias nos transportes públicos a partir de segunda-feira
Luxemburgo 2 min. 17.04.2020

Covid-19. Máscaras obrigatórias nos transportes públicos a partir de segunda-feira

Covid-19. Máscaras obrigatórias nos transportes públicos a partir de segunda-feira

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 17.04.2020

Covid-19. Máscaras obrigatórias nos transportes públicos a partir de segunda-feira

Diana ALVES
Diana ALVES
O uso de máscaras nos transportes públicos passa a ser obrigatório a partir de segunda-feira, dia em que arranca a fase de desconfinamento no Luxemburgo. Uma medida da qual Jailson Melício, motorista de autocarro de uma empresa da capital se congratula, por já ter reclamado normas de proteção para motoristas e passageiros ao patrão e responsáveis do governo grão-ducal.

O uso de máscaras passa a ser obrigatório em todos os espaços onde não seja possível manter a distância de dois metros recomendada pelas autoridades para minimizar o risco de contágio pelo novo coronavírus. 

As comunas começam na segunda-feira a distribuição de máscaras cirúrgicas pelos residentes. Até as terem em mãos, os cidadãos devem proteger a boca com cachecóis, lenços ou máscaras artesanais. 

Num comunicado enviado às redações sobre as novas regras a respeitar nos comboios, autocarros e elétricos, o ministério da Mobilidade sublinha que a obrigatoriedade do uso das máscaras – sejam elas cirúrgicas ou artesanais – aplica-se aos condutores e outros funcionários dos transportes, assim como aos utentes.

De resto, as regras excecionais adotadas há um mês para conter a pandemia continuam em vigor: nos autocarros, os passageiros devem entrar pela porta de trás e os bancos da frente deverão de permanecer livres.

No que diz respeito ao transporte ferroviário, não há venda de bilhetes no interior dos comboios (para primeira classe e RegioZone, que continuam a ser pagas).  

Jaílson Melício "Estas regras já deviam ter sido adatadas"

Jailson Melício, condutor origem caboverdiana de autocarros de uma empresa de que opera na capital e no norte do país, já tinha reclamado a implementação de algumas medidas ao seu patrão através de uma carta que enviou também aos membros do ministério da mobilidade.

"Acho que o uso das máscaras é uma boa notícia, mas já deveria ter sido colocada em prática há mais tempo", reclama Jailson.

"Na missa minha missiva enviada ao governo e ao meu patrão, alertava para essa e várias outras medidas a adotar como o uso das máscaras, um recipiente de álcool gel desinfetante para que nós e os passageiros possam lavar as mãos, a desinfeção a fundo de todos os transportes entre as carreiras e no final do dia e outra medida que felizmente também já adotaram que é o facto de o motorista permanecer o dia inteiro com o mesmo autocarro sem ter que estar constantemente a mudar no final de cada carreira", precisa.

"Também acho que era necessário reduzir o tempo de circulação das carreiras, mas com o retorno à normalidade, temos de ter o cuidado redobrado. A crise ainda não acabou, por isso, é fundamental reforçarmos as medidas de higiene e precaução contra o vírus, porque os meios de transposte poder ser um meio de transmissão bastante perigoso. Todo o cuidado é pouco", sublinhou.

*com Álvaro Cruz

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