Covid-19. Luxemburgo tem menos de 150 ventiladores e vai comprar 30
Covid-19. Luxemburgo tem menos de 150 ventiladores e vai comprar 30
O Covid-19 está a pôr à prova a capacidade do sistema de saúde do país. Por enquanto, segundo garante o diretor do Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL), Romain Nati , os profissionais do setor estão a fazer o seu trabalho, garantindo que os hospitais estejam preparados para a pandemia.
Embora o país tenha oficialmente 81 casos do coronavírus Covid-19, nem todos requerem tratamento hospitalar devido aos seus sintomas e estão a ser tratados pelo seu médico de clínica geral.
Para casos mais graves, o Serviço Nacional de Doenças Infecciosas da CHL dispõe actualmente de 15 camas reservadas para doentes infetados pelo coronavírus."Atualmente, nove pessoas estão hospitalizadas lá, uma das quais está ligada a um ventilador", disse o Dr. Romain Nati, diretor geral do hospital, à edição francesa do Luxemburger Wort.
Em todo no CHL existem 50 camas para casos graves. No país, existem no total dos hospitais, 169 camas para doentes sujeitos a terapias intensivas, podem ser parcialmente mobilizadas para a crise do coronavírus, embora muitas estejam ocupadas por doentes com outras patologias.
O serviço instalado na Route d'Arlon tem ainda "24 ventiladores disponíveis e pode aumentar esta capacidade para 50", assegura o médico. Especializado em pneumologia, Romain Nati lembrou que "o coronavírus é uma doença viral que pode se tornar numa pneumonia". Como não há medicamentos para tratar o vírus, em alguns casos, o paciente deve ser colocado em ventilação mecânica".
O país terá entre 120 e 150 ventiladores, portanto, se a CHL for submergida, a carga será redistribuída entre os quatro hospitais do país. A Direção de Saúde decidiu encomendar mais 30 aparelhos ventiladores. A Ministra da Saúde, Paulette Lenert (LSAP), por sua vez, anunciou que "dois aviões da Cargolux estão prontos para partir e recolher todo o equipamento que o país precisaria".
A vice-diretora de saúde, Dra. Françoise Berthet, no entanto, salientou que a principal questão "não é a do equipamento, mas sim o pessoal que sabe como usá-lo". "Para que os cuidados sejam prestados adequadamente", explicou ela, "é necessário treino e prática". A capacidade de resposta pode ser limitada se o pessoal estiver ausente, doente ou em quarentena".
Recorde-se que embora 80% dos infetados pelo coronavírus sofram apenas de sintomas ligeiros, há uma percentagem significativa dos restantes que vão ter dificuldades respiratórias que exigem a utilização de ventiladores. Em Itália, a falta de ventiladores tem levado aos médicos a não conseguirem salvar todos os doentes. Recentemente, a China mandou mil ventiladores para o país para tentar aliviar a situação.
Redação Contacto com Olivier Tash (edição francesa do Luxemburger Wort).
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