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Covid-19. "Luxemburgo controla melhor a situação que Alemanha ou França e não tem de as seguir" - diretor do LIH
Luxemburgo 2 min. 08.01.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. "Luxemburgo controla melhor a situação que Alemanha ou França e não tem de as seguir" - diretor do LIH

Covid-19. "Luxemburgo controla melhor a situação que Alemanha ou França e não tem de as seguir" - diretor do LIH

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 08.01.2021 Do nosso arquivo online

Covid-19. "Luxemburgo controla melhor a situação que Alemanha ou França e não tem de as seguir" - diretor do LIH

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Quanto às hospitalizações também "baixaram significativamente" nos últimos dias.

O diretor do Instituto de Saúde do Luxemburgo (Luxembourg Institut of Health - LIH), Ulf Nehrbass, defende o alívio das medidas restritivas, associadas à covid-19, anunciadas na terça-feira pelo Governo e que vão entrar em vigor a partir da próxima segunda-feira.

Confrontado pela Rádio Latina com o facto de o mês de janeiro ser considerado pelos pesquisadores e especialistas como um mês de maior risco de contágio e com o caso de países, como Alemanha, que anunciaram recentemente um agravamento das medidas, Ulf Nehrbass diz que o Luxemburgo controla melhor a situação e que não tem de seguir estes países.

Segundo o diretor do Instituto de Saúde do Luxemburgo, "a situação, em geral, é muito diferente da Alemanha ou da França", porque o Luxemburgo controla muito melhor a situação, através dos dados em tempo real provenientes dos testes em larga escala (que incluem as infeções provocadas pelos portadores assintomáticos).

"Devido aos testes em larga escala, o Luxemburgo é muito mais reativo e ágil, podendo reagir mais rápido e enfrentar as ondas de infeção com muito mais eficácia", explicou à Rádio Latina. Nesse sentido, o responsável defende que "não há necessidade de o Luxemburgo seguir o padrão muito mais rígido da Alemanha ou da França".

"Redução dos números deve ser recompensada com flexibilização das medidas"

Ainda em comparação com outros países, o sistema de saúde do Grão-Ducado tem sido poupado à sobrecarga. A explicação, segundo Ulf Nehrbass, é que as autoridades "têm sabido gerir, até agora, a ocupação máxima das 60 camas nas unidades de cuidados intensivos, o conjunto de 'gestos barreira', o recolher obrigatório, o fecho de restaurantes e escolas, e os testes em larga escala".

E isso só tem sido possível porque as pessoas têm mostrado "compreensão e cooperação" em aceitar e respeitar os "gestos barreira", defende o responsável. Como consequência, afirma que "o sucesso na redução dos números deve ser recompensado ​​com a flexibilização das medidas" e que "desta forma, o Governo garante que da próxima vez que for preciso adotar medidas adicionais, as pessoas ficarão felizes em segui-las".

"Com o aumento dos testes espera-se um aumento dos números"

Questionado sobre as razões do abrandamento de casos positivos nas últimas semanas, o diretor do instituto diz que "provavelmente" devem-se à diminuição dos testes e às medidas mais restritivas adotadas antes das festas de fim de ano.

Quanto às hospitalizações, Ulf Nehbass salienta que também "baixaram significativamente" nos últimos dias, sendo um indicador "bastante objetivo que acompanha a dinâmica geral da pandemia por vários dias".

Por esse motivo, lembra ainda que falta analisar o efeito das férias de fim de ano nos próximos números. "No entanto, como os números dos testes vão aumentar agora, o mesmo vai acontecer com os números de positivos".  

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