Covid-19. Luxemburgo apoia OMS numa vacina que seja "bem público global"
Covid-19. Luxemburgo apoia OMS numa vacina que seja "bem público global"
O Luxemburgo manifestou apoio à Organização Mundial de Saúde na defesa de que a vacina que venha a revelar-se eficaz contra a covid-19 seja um "bem público global".
Numa reunião por videoconferência, que se realizou esta sexta-feira, 26 de junho, a convite dos ministros franceses e alemães, e com a participação do Director-Geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Europeus, Jean Asselborn, pronunciou-se a favor do reconhecimento das vacinas como um "bem público global".
"Precisamos de um mecanismo que garanta a disponibilidade de uma vacina acessível a todos, e especialmente aos mais vulneráveis", refere o comunicado do ministério que cita o seu discurso no encontro '0nline'.
A manifestação de apoio foi feita na reunião da Aliança para o Multilateralismo, que ocorreu no dia de aniversário da assinatura da Carta das Nações Unidas, e um dia depois de o diretor-geral da OMS ter avançado a possibilidade de haver uma vacina para a covid-19 disponível “dentro de um ano” ou menos, notando que já existe um ensaio em “fase avançada”.
Sobre o acesso à futura vacina, Tedros Ghebreyesus referiu que “o ideal” era que este tratamento estivesse, assim que possível, disponível para todos, mas notou que o mais provável é que seja dada prioridade “às pessoas mais suscetíveis a nível mundial”.
Ainda assim, o responsável frisou que a vacina que vier a ser validada “tem de ser um bem público e mundial, de acesso equitativo, e terá de haver consenso em todo o mundo”, pelo que é preciso “compromisso político”.
Para já, o Luxemburgo é um dos países que se assume como alinhado nesse compromisso.
No contexto da crise sanitária global desencadeada pelo novo coronavírus, a reunião ministerial foi também dedicada ao reforço da arquitectura sanitária multilateral e dos mecanismos à disposição da comunidade internacional para se precaver contra futuras crises sanitárias.
Jean Asselborn sublinhou, neste contexto, a importância de existir um organismo global. "A Organização Mundial de Saúde é, de facto, a principal guardiã da saúde pública mundial. Devemos permanecer comprometidos com a OMS e os seus parceiros", referiu no seu discurso, manifestando "o apoio fiável do Luxemburgo, cujo empenho foi demonstrado mais recentemente pela assinatura, a 18 de Junho último, de uma nova parceria estratégica entre a OMS e o Luxemburgo para o período 2020-2023", recordou.
O ministro desejou, por outro lado, que "se a arquitectura global da saúde puder ser melhorada através de reformas inteligentes, será sobretudo uma questão de reforçar a OMS", defendendo que as contribuições obrigatórias dos seus Estados membros são essenciais para isso.
A reunião abordou ainda a luta contra a desinformação e salientou a importância do acesso a informação fiável e de qualidade para fomentar a confiança do público e o apoio aos esforços para combater a pandemia da covid-19.
Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.
