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Luxemburgo. 80% dos casos de covid-19 concentram-se na faixa dos 15 aos 44 anos
Luxemburgo 4 min. 15.07.2021
Covid-19

Luxemburgo. 80% dos casos de covid-19 concentram-se na faixa dos 15 aos 44 anos

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Luxemburgo. 80% dos casos de covid-19 concentram-se na faixa dos 15 aos 44 anos

Foto: Serge Waldbillig
Luxemburgo 4 min. 15.07.2021
Covid-19

Luxemburgo. 80% dos casos de covid-19 concentram-se na faixa dos 15 aos 44 anos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Número de casos, internamentos e incidência subiram na última semana, no país. Círculo familiar voltou a ser o maior foco de contágio.

O grupo etário dos 15 aos 44 anos concentra 80% dos novos casos de covid-19, identificados na semana de 5 a 11 de julho, que corresponderam a um aumento de 5% face à semana anterior. 

Segundo a retrospetiva semanal do Ministério da Saúde, em comparação com a semana anterior, a taxa de incidência aumentou em todos os grupos etários, com exceção do grupo 30-44 anos, que apresentam uma ligeira diminuição (-5%), apesar de este estar incluído na fatia maior dos casos contabilizados no período em análise.

O maior aumento foi registado na faixa etária 0-14 anos (+76%), tendo sido também observado um ligeiro crescimento nos grupos etários 15-29 (+2%), 45-59 (+5%) e 60-74 (+6%). 

A taxa de incidência mais baixa é registada nos grupos etários com 75 anos ou mais e no dos 60-74 anos.

Apesar destas oscilações, a mesma nota salienta que "80% de todos os casos na última semana foram registados nos grupos etários dos 15-29 e 30-44 anos".  


Atividades de lazer tornaram-se o maior foco de infeção no Luxemburgo
Na análise semanal do Governo, constata-se um aumento significativo de casos positivos no Grão-Ducado (mais 635%). Já a presença da variante Delta manteve-se estável na passada semana.

 Em termos gerais, entre 5 e 11 de julho, o número de pessoas com testes positivos para covid-19 subiu de 787 para 828 casos (+5%), um crescimento muito inferior ao da semana anterior (de 635%), acompanhado de um aumento do número de contactos próximos identificados, que passou para 2.890, em comparação com 2.228 casos na semana anterior (+30%). 

O número de testes PCR realizados durante a semana de 5-11 de julho aumentou de 35,374 para 43,284, com 17 pessoas a comunicarem resultado positivo em teste rápido de antigénios, na semana de referência, em comparação com 10 na semana anterior, elevando para 238  o total de resultados positivos de testes antigénio feito por profissionais de saúde. 

Já no que se refere aos autotestes, desde a sua introdução no mercado foram relatados 786 resultados positivos, com 91 casos reportados na semana de 5 a 11 de julho - uma descida face aos 182 relatórios na semana anterior. 

 Desde 11 de julho, refere ainda a nota de balanço semanal, o número de infeções ativas aumentou para 1.547 em comparação com 825 registadas a 4 de julho. Apesar disso, também se registou um aumento no número de pessoas curadas, que passou de 69.786 para 69.891. 

Hospitalizações começam a subir

Contudo, o aumento de casos começa a refletir-nos internamentos que duplicaram numa semana, embora se tenham mantido abaixo de uma dezena, no total.

Na semana de 5 a 11 de julho, foram admitidos, nos hospitais, seis doentes covid-19, em comparação com três na semana anterior, mantendo-se uma pessoa nos cuidados intensivos, face à semana anterior. Esse número subiu, no entanto, para três, esta terça-feira.


Previsões apontam para 620 casos diários em setembro
Segundo as projeções publicadas no final da semana passada, o Grão-Ducado arrisca uma média de mais de 600 novos casos diários de covid-19 em setembro, se os valores se mantiverem como agora.

Na última semana, a idade média dos pacientes internados tinha diminuído ligeiramente, de 46 para 45 anos.

No que se refere ao número de óbitos, houve uma morte a lamentar, no período em análise.

A idade média das pessoas diagnosticadas com COVID-19 diminuiu de 28,9 para 27,9 anos. 

Incidência continua a crescer

Para o período abrangido pelo relatório, verificou-se uma redução da taxa de reprodução efetiva (ERR) de 2,10 para 0,93, assim como da taxa de positividade para todos os testes realizados (prescrições, testes em grande escala, rastreio de contactos), que passou de 2,22% para 1,91%. A taxa de positividade para testes de prescrição, ou seja, para pessoas com sintomas, por sua vez desceu de 5,94% para 4,49%. 

Em contrapartida, a taxa de incidência aumentou passando agora a ser de 130 casos por 100 mil habitantes, num período de 7 dias, face aos anteriores 124 casos por 100 mil habitantes da semana anterior, para igual período de referência.

Círculo familiar volta a ser o maior foco de contágio

Depois de na última semana de junho as atividades de lazer e saídas noturnas terem sido apontadas como as principais responsáveis pelos novos casos de covid-19, representando 33,6% das infeções desse período, o círculo familiar volta a ser novamente a fonte mais frequente de contágio.


Testes e certificados. "Medidas individuais de segurança continuam a prevalecer"
Portugal segue o Luxemburgo com teste ou certificado para entradas em vários espaços, mas a recente subida de casos no Grão-Ducado associada a saídas de lazer e as férias mostram que as regras de proteção sanitária têm de se manter, lembra especialista portuguesa.

Nos 828 novos casos registados na semana de 5 a 11 de julho, o círculo familiar teve um peso de 22,5% nas novas infeções, seguido das atividades de lazer com 20,3%, do setor da educação (7,1%) e das viagens ao estrangeiro (6,5%). 

A taxa de infeções cuja fonte não é claramente atribuível, diminui de 38,7% para 33,2%, sinaliza o relatório que faz ainda um ponto de situação na vacinação.

Quase 280 mil pessoas com vacinação completa

Durante a semana de 5 a 11 de julho, foram administradas 37.143 doses, tendo 20.766 pessoas recebido a primeira dose e 16.377 a segunda.

Em temos totais, a 14 de julho já tinham sido vacinadas 626.289 pessoas, sendo que entre elas 279.242 já têm o calendário de vacinação completo. 


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